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Rolls-Royce anuncia parceria para desenvolver novos motores e avalia retorno ao mercado de aviões menores

Imagem: Julian Herzog / CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

A Rolls-Royce e o governo do Reino Unido anunciaram planos para investir £2,5 bilhões em um ambicioso programa de pesquisa e tecnologia de 10 anos, voltado ao desenvolvimento de motores a gás de nova geração para aeronaves comerciais e militares.

O programa, caso se confirme, marca uma possível volta da Rolls-Royce ao segmento de motores para aviões narrowbody (corredor único), um dos mais estratégicos e concorridos da aviação.

O foco do projeto será a criação de tecnologias de motores mais eficientes e de menor emissão de poluentes, incluindo a construção de um motor demonstrador. Além disso, a iniciativa irá fortalecer as capacidades britânicas de desenvolvimento e testes para a aviação militar e expandir a capacidade de produção de componentes avançados, como palhetas de turbinas de alta pressão e pás de ventilador em materiais compostos.

A Rolls-Royce mira uma vaga de fornecedora global para a próxima geração de aviões comerciais narrowbody, cujos lançamentos devem acontecer por volta de 2030 e entrada em serviço prevista entre meados e o final da década de 2030. Para isso, a empresa planeja construir novas instalações no Reino Unido para montagem e testes, além de ampliar a produção dos novos componentes.

Se concretizado, o programa pode gerar cerca de 3.300 empregos diretos na Rolls-Royce e cadeia de suprimentos britânica até 2029. A estimativa é que, caso a Rolls-Royce seja selecionada como parceira por um fabricante de aeronaves, o impacto econômico, ao longo do programa, chegue a £120 bilhões e suporte dezenas de milhares de postos de trabalho adicionais em todo o Reino Unido.

O investimento privado da Rolls-Royce deverá significativamente superar a participação do governo, e o projeto envolverá universidades britânicas e fornecedores do setor aeroespacial em pesquisa, desenvolvimento e expansão fabril.

A parceria proposta ainda depende de um acordo definitivo, e nenhum acordo comercial com fabricantes de aeronaves, nem parceiros de desenvolvimento de motores, foi anunciado até o momento.

Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.
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