
A Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia (Rosaviatsia) declarou inválidos os avisos emitidos pela Ucrânia alertando para perigos no espaço aéreo russo e garantiu que as operações da aviação civil no país permanecem seguras.
A reação vem após o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyu advertir companhias aéreas e seguradoras sobre o aumento dos riscos em função do intensificado uso de drones contra alvos russos.
Em comunicado recente, Rosaviatsia classificou os documentos ucranianos como nulos e sem efeito jurídico, afirmando que violam a Convenção sobre Aviação Civil Internacional.
O Ministério dos Transportes da Rússia ressaltou que medidas de segurança foram reforçadas, com companhias estrangeiras informadas e colaborando com as autoridades russas para garantir operações seguras.
Embora reconheça a existência de ataques com drones e restrições temporárias em aeroportos como Vnukovo e Sheremetyevo, em Moscou, Moscou defende que tais medidas são protocolos de proteção e não indicam que o espaço aéreo russo está comprometido para voos comerciais.
Zelensky reforçou que a Ucrânia não tem intenção de atacar aeronaves civis, mas alertou que o crescente uso de drones, aliado às defesas russas, cria um ambiente perigoso para a aviação comercial.
O alerta foi comunicado à ICAO para conscientização global. Enquanto países europeus e americanos evitam o espaço aéreo russo desde 2022, companhias de países como China, Turquia e Emirados Árabes seguem operando normalmente sobre o território russo.
O impacto da guerra sobre a aviação russa também é evidente nos frequentes bloqueios temporários de aeroportos, atrasos e cancelamentos, refletindo a necessidade de proteger as rotas civis em meio às tensões militares.
Companhias aéreas estrangeiras enfrentam desafios para avaliar riscos e adaptar operações, como exemplificado pelo caso da Air Tanzania, que suspendeu e posteriormente retomou voos para Moscou após reavaliação.





