Samu realiza resgate aéreo de adolescente intoxicada em comunidade ribeirinha de Manaus com apoio do UH-12 da Marinha

UH-12 da Marinha do Brasil – Imagem: Prefeitura de Manaus

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), realizou na manhã desta quinta-feira (6) o resgate aéreo de uma adolescente na comunidade rural Bela Vista do Jaraqui, localizada na calha do rio Negro, a cerca de 40 quilômetros da área urbana de Manaus (AM).

A operação contou com o apoio da Marinha do Brasil (MB), que disponibilizou um helicóptero para auxiliar no transporte da paciente.

Com sintomas de intoxicação, a jovem de 16 anos recebeu os primeiros atendimentos da equipe da Unidade de Saúde da Família Fluvial (USFF) Ney Lacerda, que acionou o Samu após identificar o agravamento do quadro clínico e a necessidade de suporte avançado.

A unidade fluvial integra a rede municipal de saúde e estava na comunidade para a realização da programação mensal de atendimentos aos moradores da região, oferecendo serviços como consultas médicas, exames laboratoriais, vacinação, pré-natal e demais ações de atenção primária.

Segundo a diretora de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel e Sanitário, Elen Assunção, a remoção da adolescente foi realizada por profissionais do Samu Manaus com o apoio da aeronave da Marinha, um UH-12 Esquilo. “A remoção foi concluída em 20 minutos e conseguimos entregar a paciente com vida aos cuidados da unidade hospitalar”, afirmou.

A Marinha é uma das instituições parceiras do Samu nas operações de atendimento e resgate em comunidades rurais e ribeirinhas de Manaus, especialmente em áreas onde o deslocamento por vias terrestre ou fluvial pode levar mais tempo.

Trabalhamos com a premissa de realizar o atendimento às vítimas no menor tempo possível, reduzindo os riscos de morte ou sequelas. No entanto, essa agilidade nem sempre é possível por vias terrestre ou fluvial, já que muitas localidades da nossa região possuem acesso restrito. Nesses casos, conforme a gravidade da ocorrência, utilizamos o transporte aéreo”, explicou Elen.

A diretora ressaltou ainda que o resgate aéreo atua como complemento à estrutura operacional do Samu, que conta também com ambulâncias de suporte básico e avançado, motolâncias e ambulanchas para atender diferentes tipos de ocorrências.

Leia mais:

Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

Veja outras histórias