
Após quase uma década de espera, o Boeing 737 MAX 7, também conhecido como 737-7, finalmente recebeu a certificação da Federal Aviation Administration (FAA) na última segunda-feira. Apesar da importância desse marco, a Southwest Airlines não planeja operar a aeronave em 2026, com o novo jato aparecendo nas programações da empresa apenas a partir de março de 2027.
O 737-7 é o menor modelo dentro da família MAX, mas se destaca pelo maior alcance, capaz de voar até 3.800 milhas náuticas, cerca de 8,5% a mais que o 737-8, outra versão amplamente utilizada pela Southwest.
A companhia pretende receber até 82 unidades do 737-7 até o final deste ano, conforme documento enviado à SEC no mês passado. Contudo, a empresa alerta que o cronograma exato de entregas ainda depende da superação de atrasos na fabricação.
Historicamente, a Southwest chegou a encomendar mais de 300 aeronaves do modelo 737-7, porém parte desses pedidos foi convertida para versões maiores, como o 737-8, reduzindo o total para 262 unidades.
Com a recente certificação, a companhia manifestou otimismo: “Estamos satisfeitos com a certificação do Boeing 737-7 pela FAA e esperamos que o avião entre em operação nos próximos meses”, afirmou a Southwest em comunicado. “Essa certificação é um passo importante para modernizar nossa frota exclusiva de Boeing 737, com interiores atualizados e aeronaves mais eficientes em termos de combustível, alinhadas às preferências e demandas dos nossos clientes.”
A certificação, inicialmente prevista para 2019, foi atrasada devido aos acidentes fatais envolvendo duas unidades do 737-8. Esses eventos levaram à suspensão dos processos de aprovação e a uma revisão profunda do projeto. Durante essa retomada, foram identificados problemas significativos nos motores fabricados pela CFM, exigindo mudanças no design, além de ajustes nos controles de voo e sistemas de alerta no cockpit.





