Tripulação de voo da Delta desvia após suspeita de fumaça em banheiro que se revelou algo absolutamente incomum

Imagem: Ganbaruby / CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

No dia 11 de julho, um voo da Delta Air Lines partindo de Seattle com destino a Anchorage, no Alasca, precisou desviar para Vancouver após a tripulação perceber um odor semelhante a fumaça de cigarro vindo de um dos banheiros da aeronave.

O incidente, revelado recentemente por um relatório de investigação canadense obtido pelo site The Aviation Herald, mostrou que a causa do cheiro era, na verdade, um problema no aquecedor de água do banheiro.

O voo DL-928, operado por um Airbus A220 (de registro N311DU) com 136 passageiros e tripulantes, seguia em cruzeiro a 32.000 pés quando as comissárias notaram o odor vindo de um dos banheiros traseiros.

O cheiro agravou-se e começou a afetar os passageiros e equipe localizados na parte traseira da aeronave. Apesar de não haver ninguém no banheiro e nenhuma evidência de que alguém estivesse fumando, os pilotos declararam emergência e solicitaram desvio imediato para Vancouver, realizando uma manobra de retorno em voo para aterrissar o mais rápido possível.

Após o pouso, equipes de manutenção inspecionaram os banheiros e identificaram que o aquecedor da torneira de água quente do banheiro do lado esquerdo era a origem do odor. O avião foi então transportado vazio de volta a Seattle no dia seguinte e retornou rapidamente ao serviço.

Incidentes envolvendo fumaça, fogo ou vapores (conhecidos na aviação como SFF) são situações graves que exigem respostas rápidas da tripulação para identificar e isolar a fonte, bem como o pouso imediato para garantir a segurança de todos. Banheiros de aviões são locais críticos, pois a fumaça pode se espalhar rapidamente antes que alguém perceba, mesmo com detectores de fumaça sensíveis instalados.

Os comissários são treinados para inspecionar banheiros após alertas dos detectores, verificando sinais de fumaça de cigarro e, conforme política da companhia, desligando fontes elétricas como o aquecedor de água para evitar agravamento da situação. Vale destacar que eventos desse tipo são extremamente raros na aviação comercial.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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