
A Airbus anunciou na quinta-feira (24) a identificação e contenção de um problema de qualidade na estrutura da fuselagem do modelo A321neo, seu avião mais popular e com capacidade para até 244 passageiros, projetado para voos de até 4.000 milhas náuticas.
A fabricante afirmou que a falha não representa risco à segurança e que as aeronaves podem continuar operando normalmente.
Embora a Airbus tenha informado que a questão trata-se de uma “desvio” na proteção superficial aplicada aos componentes estruturais conhecidos como stringers, reforços longitudinais da fuselagem, a descoberta ocorreu enquanto essas peças já estavam em processo de retrabalho na linha de produção.
Cerca de 500 aeronaves seriam afetadas, divididas entre aproximadamente 250 já em serviço e outras 250 em produção.
Este é o segundo problema industrial relacionado à fuselagem do A321neo em cerca de nove meses, após defeitos nos painéis da fuselagem terem sido reportados em dezembro do ano anterior.
Na ocasião, a Airbus também classificou a falha como um problema de qualidade sem impacto na segurança, mas que resultou em atrasos de meses nas entregas devido à necessidade de reparos.
A empresa comunicou que já identificou e controlou a origem do defeito e que uma solução está disponível. Clientes continuam recebendo suas aeronaves sem obrigatoriedade imediata de reparação prévia, conforme fontes que acompanham o caso.
A Airbus assegura que não há necessidade de reparar imediatamente os aviões, mas ressalta que reguladores europeus podem emitir uma diretiva exigindo reparos dentro de um prazo específico.





