
Um ataque com míssil ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, lançou a aviação comercial da Arábia Saudita em alerta máximo. Segundo dados mais recentes, pelo menos 12 pessoas morreram e outras 309 ficaram feridas, algumas em estado grave, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil saudita (GACA).
As vítimas incluem cidadãos de nove países, entre eles Bangladesh, Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina, Sudão e quatro sauditas.
O míssil atingiu o complexo aeroportuário que abriga os terminais 3 e 4, normalmente utilizados para voos domésticos. A explosão e os destroços causaram destruição em parte da infraestrutura e forçaram a suspensão imediata das operações. Voos foram desviados para outros aeroportos do país enquanto equipes de emergência atuavam no local.
A presença de mortos e feridos de diversas nacionalidades expõe o papel estratégico do aeroporto de Riad, um dos mais movimentados do Oriente Médio. O terminal atende a capital saudita, conecta passageiros domésticos e internacionais e serve como importante hub para viagens de negócios, turismo e trânsito de expatriados.
Entre os feridos, muitos permaneciam em estado crítico nos hospitais da região. O total de vítimas deste ataque faz dele um dos maiores atentados envolvendo infraestrutura civil da Arábia Saudita nos últimos anos.
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita responsabilizou o ataque ao grupo rebelde houthi, do Iêmen, apoiado pelo Irã. Segundo as autoridades sauditas, a ofensiva faz parte de uma escalada no confronto em resposta à intensificação de operações militares no território iemenita. Em comunicado, a coalizão classificou a ação como crime de guerra e prometeu uma retaliação severa.
O ataque ocorreu em meio a uma sequência de investidas contra o aeroporto de Riad. Apenas dois dias antes, em 8 de outubro, outro incidente atingiu o terminal, deixando quatro mortos e danificando uma aeronave comercial.
Em resposta, várias companhias aéreas internacionais suspenderam voos para a capital saudita, acatando advertências de segurança emitidas pelos houthis e pela Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).





