Avião-tanque envolvido em colisão aérea sobre o Iraque volta a voar após ter a cauda substituída

O avião-tanque Boeing KC-135R Stratotanker da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que sobreviveu a uma grave colisão em voo com outra aeronave do mesmo modelo, ocorrida em março deste ano sobre o Iraque, voltar a voar hoje.

A aeronave de matrícula 63-8017 sofreu danos estruturais significativos durante o acidente, mas conseguiu pousar no Aeroporto de Tel Aviv. Os aviões envovlidos participavam de um ponto de reabastecimento aéreo para aeronaves de combate americanas que realizavam ataques no Irã, na primeira etapa da Operação Epic Fury.

Após passar por um extenso processo de reparos, neste domingo (02) o KC-135 voltou a voar, decolando de Tel Aviv para Mildenhal, no Reino Unido. Embora a USAF não tenha divulgado oficialmente, a aeronave pousou em território britânico com o conjunto do estabilizador traseiro de um outro KC-135, de matrícula 63-8002, que foi retirado de serviço em março, sendo que o processo de reparo do 63-8017 envolveu a substituição completa da seção traseira da fuselagem.

Segundo essa avaliação, a estrutura utilizada no reparo teria sido retirada de outro KC-135 aposentado e armazenado nas instalações do cemitério de aeronaves, localizado na Base Aérea de Davis-Monthan, em Tucson, no estado americano do Arizona.

O uso de grandes componentes provenientes de aeronaves desativadas é uma prática consolidada na aviação militar americana, especialmente quando o objetivo é devolver à operação aeronaves que sofreram danos severos, reduzindo custos e acelerando o processo de recuperação, ainda mais para um avião que está em falta na frota americana, dado a sua idade avançada e os atrasos da Boeing do seu substituto, o KC-46A Pegasus (767-200ER).

A colisão entre os dois KC-135 ocorreu durante uma missão sobre o Iraque e resultou na perda de uma das aeronaves. Apesar dos danos sofridos, o outro avião conseguiu permanecer em voo e pousar em segurança, possibilitando posteriormente sua restauração e retorno às operações. Na aeronave perdida estavam seis tripulantes, que não resistiram ao impacto e morreram.

Mateus Santana
Mateus Santana
Fascinado por aviões desde pequeno é piloto comercial de aeronaves na América do Norte

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