
Um episódio inusitado envolvendo uma criança pequena provocou o cancelamento de um voo da Porter Airlines na noite de 6 de agosto. O voo PD-444, que teria decolar de Victoria para Toronto às 22h30, foi cancelado após um incidente durante o táxi da aeronave para a pista de decolagem.
O voo, operado por um Embraer E195-E2, teve seu embarque concluído normalmente, porém, enquanto o avião se deslocava para a pista, um menino pequeno se recusou a colocar o cinto de segurança.
Apesar das insistentes orientações da tripulação e dos próprios pais, a criança insistia em permanecer em pé no assento, contrariando as regras de segurança. Diante da recusa, a aeronave foi obrigada a retornar ao portão para que a família fosse desembarcada, junto com suas bagagens.
Com o atraso, os procedimentos pré-voo foram concluídos apenas às 0h30, horário em que a pista do aeroporto já estava fechada devido ao toque de recolher.
Por isso, o voo acabou sendo cancelado e os passageiros foram remanejados para o dia seguinte. Em nota, a companhia aérea explicou que “a aeronave não pôde decolar em condição insegura” e lamentou os transtornos causados aos demais passageiros.
Para muitos pais, a situação é um cenário temido, especialmente diante da dificuldade de impor regras para uma criança nessa faixa etária. O episódio também evidencia o desafio de lidar com crianças pequenas em viagens aéreas, sobretudo em horários avançados, quando o cansaço pode agravar o comportamento.
Embora algumas críticas tenham sido feitas à decisão da Porter, considerando a ação excessiva, a realidade é que a tripulação deve seguir normas rígidas de segurança, sem margem para exceções. Assim como os pais devem ser responsabilizados.





