
Um novo jato executivo chegou ao Brasil e fez uma longa jornada que consistiu de uma quase volta ao mundo, passando por 18 países e fazendo 27 paradas por todos os cinco continentes.
O longo trajeto foi feito pelo piloto australiano Matthew Kline, que trabalha numa empresa especializada em voos charter, de translado e evacuação aeromédica na Austrália, voando principalmente aeronaves Cessna C510 Citation Mustang.
Este jato leve é concorrente direto do brasileiro Embraer Phenom 100 e também dos “novatos” Honda Jet e Cirrus SF50 Vision Jet, levando até quatro passageiros e dois pilotos. Por ser um jatinho de menor porte, o Mustang tem um alcance de 1.150 milhas náuticas (1.850 quilômetros), porém, muitas vezes, esse alcance é reduzido por questão de ventos e também pela necessidade de voar sobre locais mais remotos que exigem o uso de um aeroporto alternativo mais distante, nem sempre podendo realizar cada etapa dentro do alcance máximo na longa jornada entre a Austrália e o Brasil.
A aeronave iniciou o translado em Melbourne, na Austrália, seguindo para Broken Hill, Alice Springs e Broome. Em seguida, deixou a Austrália com destino a Surabaya, na Indonésia, de onde prosseguiu para Palembang e Banda Aceh, fazendo sua entrada na Ásia. O próximo trecho levou a aeronave ao Aeroporto Internacional Mattala Rajapaksa, no Sri Lanka, antes de seguir para Mumbai, na Índia.
A partir dali, o avião voou para Mascate, em Omã, e depois para Riade, na Arábia Saudita, e Hurghada, no Egito, sendo esta sua única parada no continente africano.
Logo depois, o Mustang foi para a Europa, fazendo sua entrada por Kos, na Grécia, e depois seguindo para a belíssima Split, na Croácia. O percurso continuou até Luxemburgo, seguido por Wick, no Reino Unido, e Reykjavik, na Islândia.
Da Islândia, a aeronave atravessou o Atlântico Norte até Qaqortoq, na Groenlândia, e depois prosseguiu para Goose Bay e Bangor, no Canadá. Em seguida, voou para Elizabeth City, na Carolina do Norte, Kissimmee, na Flórida, e Aguadilla, em Porto Rico, antes de chegar a Bridgetown, em Barbados. A etapa final do translado levou a aeronave ao Brasil, com pousos em Boa Vista, em Roraima, no Condomínio Liberty, em Anápolis, em Goiás, e, finalmente, em Vitória, no Espírito Santo, onde a viagem foi concluída na capital capixaba para realizar os trâmites de importação.
No total foram percorridas mais de 18 mil milhas náuticas (33 mil quilômetros) e o jatinho ficou 81 horas no ar durante o a viagem que durou 15 dias no total. Na Austrália, a aeronave possuía a matrícula VH-PAC e, no Brasil, terá o registro PS-CMU, e ficará baseado em Ribeirão Preto, no interior paulista.

Uma curiosidade é que este é o 100º jatinho Citation Mustang a ser produzido pela Cessna e, por isso, possui um adesivo comemorativo nos motores, além da distintiva pintura com máscara em torno da janela da cabine de comando:






