
O problema no sistema de navegação do Boeing 737 MAX levou a Administração Federal de Aviação dos EUA, a FAA, a segurar a certificação do 737 MAX 10, a maior versão já feita de um jato 737.
Depois que relatos da WestJet apontaram que um pequeno bug causava o perfil vertical (VNAV) ficar indisponível durante uma arremetida/aproximação descontinuada, a Boeing começou a investigar o problema junto à FAA.
O problema ocorre apenas quando a arremetida é feita com o botão de TO/GA ativado, que aplica potência máxima do motor e é destinado à decolagem e a arremetidas. Informações da Bloomberg apontam que o problema em si é causado por um software da General Electric (GE), que é dona da metade da CFM, fabricante exclusiva dos motores do 737 MAX, o CFM LEAP-1B.
Este erro está ocorrendo nos aviões que têm o software do computador de voo (FMC) nas versões 14 e 14.1. Ainda não está claro como o conflito entre o sistema do FMC e o dos motores CFM LEAP está desativando o VNAV, que permite que o piloto automático siga as restrições de voo em altitude e velocidade. Já o modo de navegação lateral, o LNAV, continua funcionando normalmente, permitindo seguir a rota traçada no mapa de voo.
Como a certificação do 737 MAX 10, que era iminente e dado que era a última aeronave que ainda não havia sido certificada da família 737, irá atrasar, as ações da Boeing despencaram 6% na tarde desta segunda-feira. O atraso foi confirmado pelo diretor da FAA, Bryan Bedford, em evento em Washington, D.C., destacando que o bug pode causar uma situação insegura ao voo e que, até que seja garantido que ele seja resolvido, a certificação ficará parada.
A brasileira GOL Linhas Aéreas tem algumas dezenas de jatos 737 MAX 10 encomendados, mas ainda não sabe quando irá recebê-los e pretende desenhar um plano para isso apenas após a certificação da aeronave.





