
A Boeing divulgou na terça-feira, dia 27 de outubro, seus resultados financeiros consolidados para os nove meses encerrados em 30 de setembro de 2026 (9m 2026), reportando receita de US$ 70,96 bilhões (aumento de 8% sobre o mesmo período do ano anterior) e prejuízo líquido de US$ 551 milhões, após prejuízo de US$ 5,982 bilhões no 9m 2025.
Para o período do 3º trimestre de 2026 (Q3 2026), a receita foi de US$ 24,188 bilhões, aumentando 4% sobre o Q3 2025, e o prejuízo líquido foi de US$ 116 milhões, após ter registrado prejuízo de US$ 5,339 bilhões no mesmo período do ano anterior.
“Marcos recentes, incluindo a certificação do 737-7 e 737-10 e a seleção para projetar e construir a aeronave de caça de sexta geração da Marinha, são passos importantes conforme continuamos construindo sobre nosso progresso,” disse Kelly Ortberg, presidente e diretor-executivo da Boeing. “Mas não terminamos. Permanecemos focados em segurança e qualidade conforme redobramos nossos esforços em execução Lean (enxuta) e disciplinada para cumprir nossos compromissos e construir o desempenho duradouro que nossos parceiros esperam.”
O programa 737 continua progredindo em direção à produção estabilizada de 47 por mês. Durante o trimestre, o 737-7 recebeu certificação de tipo da Administração Federal de Aviação (FAA), e o 737-10 recebeu certificação em outubro. O programa 787 permanece estável em uma taxa de produção de 8 por mês. No trimestre, o programa 777X continuou a progredir nos testes de voo de certificação do 777-9 e permanece no caminho certo para a primeira entrega em 2027.
A divisão de Aviões Comerciais registrou 300 pedidos líquidos no Q3 2026, incluindo pedidos da Turkish Airlines, Ethiopian Airlines e Lufthansa, e entregou 161 aviões. O backlog (carteira de pedidos) ficou em mais de 6.300 aviões, avaliados em um recorde de US$ 612 bilhões.
Durante o trimestre, a divisão de Defesa, Espaço e Segurança foi selecionada pela Marinha dos EUA para um contrato de design, construção e entrega da aeronave de caça de próxima geração F/A-XX. Esta encomenda não está incluída no backlog pendente da conclusão do processo de revisão de avaliação e seleção de fonte. Também no trimestre, a companhia recebeu um contrato de sete anos para expandir a produção de mísseis Seeker PAC-3. O backlog da Defense, Space & Security cresceu para um recorde de US$ 101 bilhões, com 23% representando pedidos de clientes fora dos EUA.
No trimestre, a divisão de Serviços Globais conquistou um contrato do Exército dos EUA para fornecer serviços de manutenção para a frota de helicópteros AH-64 Apache. A Global Services encerrou o trimestre com backlog de US$ 33 bilhões.
Informações da Boeing





