
CEO da Azul Conecta diz que custos dificultam entrada de aéreas estrangeiras em voos domésticos no Brasil, e que mudanças pontuais não devem surtir efeito.
Enquanto não houver medidas capazes de reduzir os custos das companhias aéreas e, consequentemente, o preço das passagens, o Brasil continuará enfrentando dificuldades para ampliar a concorrência no setor e atrair novas empresas estrangeiras para operar no mercado doméstico. A avaliação é de Vitor Cordeiro, CEO da Azul Conecta, durante participação no programa Conexão Infra, da CNN Money.
“A gente não sabe se o mercado vai ser tão atrativo para esse tipo de operação, tanto é que hoje é possível que uma companhia com 100% de capital estrangeiro monte uma operação no Brasil, e a gente não tem essa situação ainda, o que temos é investimento, incluindo na própria Azul com a American Airlines e United Airlines, mas uma companhia aérea 100% estrangeira, ainda não temos no Brasil“, afirmou o CEO.
O comentário foi sobre o projeto de lei que permite a atuação de companhias aéreas estrangeiras em rotas domésticas da Amazônia Legal, o executivo afirmou que a atual assimetria competitiva do mercado brasileiro pode dificultar a atração dessas empresas.
Segundo Cordeiro, os elevados custos operacionais no Brasil, especialmente o preço do querosene de aviação (QAV), tornam pouco provável que companhias estrangeiras se interessem em operar rotas domésticas no país nas condições atuais.
Durante a entrevista, o CEO da Azul Conecta também analisou o cenário atual do setor aéreo brasileiro e as perspectivas para a evolução dos custos operacionais da aviação no país, confira a entrevista completa abaixo:





