
A Swiss confirmou oficialmente que seus jatos A220-100 serão retirados da frota até o final do ano, visando à otimização de recursos após passarem por vários problemas com a aeronave.
Em 2016, a companhia aérea suíça do Grupo Lufthansa foi a primeira no mundo a receber o então CS100 da Bombardier, projeto comprado posteriormente pela Airbus, que o rebatizou como A220-100. Porém, ainda naquele ano, a aeronave enfrentaria uma série de problemas, sendo praticamente todos relacionados ao motor Pratt & Whitney PW1500G, que posteriormente também apresentou problemas no A320neo e nos Embraer E190/E195-E2.
Somado a esses problemas, a empresa viu que o jato maior CS300 (A220-300) tinha praticamente o mesmo custo de operação, enquanto transporta 20 passageiros a mais. Com a síndrome do irmão menor afetando o A220-100 e os problemas persistentes de fornecimento de peças para os motores PW, a Swiss optou por retirar de operação todos os nove jatos do modelo.
Seis deles já não voam mais, sendo que dois estão sendo usados como aeronaves de treinamento para que os pilotos recém-formados no simulador possam voar com o jato antes de iniciarem o trabalho em voos comerciais. Agora, a empresa confirmou que até o final de 2027 não voará mais com a aeronave, prorrogando um pouco o prazo anterior de cessar as operações com o A220-100 depois do verão europeu do próximo ano.
O diretor financeiro do Grupo Lufthansa, Till Streichert, afirmou durante a conferência de resultados do segundo trimestre que o grupo “iniciou medidas para promover economia entre 150 milhões e 200 milhões de euros ainda este ano, sendo que essas medidas focam primeiramente na redução de gastos discricionários, contratações externas e otimização de frota, como, por exemplo, a retirada do A220-100 da Swiss“.
Ainda não está claro se essas aeronaves serão repassadas para outra companhia aérea, já que ao menos os motores (que são adquiridos separadamente de um avião comercial e não fazem parte do contrato de compra com a fabricante, no caso, a Airbus) serão instalados nos A220-300, assim como parte dos componentes também será canibalizada para o modelo maior.





