Lufthansa segue Emirates e também recusa os primeiros jatos 777X construídos pela Boeing

Foto: AEROIN – Alterada Digitalmente

A Lufthansa confirmou que também não deseja receber os jatos 777X que já foram fabricados pela Boeing e que deverá recusar essas aeronaves.

Durante a apresentação de resultados do segundo trimestre de 2026, o CEO do Lufthansa Group, Carsten Spohr, foi questionado por jornalistas sobre a situação do 777X, já que a empresa aérea havia sido anunciada como a primeira operadora comercial do maior avião bimotor já fabricado.

O CEO afirmou que “a entrada em serviço comercial ainda está planejada para o verão de 2027, com a promessa da Boeing de entregar no primeiro trimestre do ano que vem. Temos dois planos hoje: se o 777X chega no prazo, e o plano B seria para possíveis novos atrasos da Boeing, quando reativaríamos o Airbus A340-300 e manteríamos essa aeronave com o propósito de não deixar a nossa malha ‘furada’“.

Detalhando sobre a possível recusa, Spohr afirmou que “como nossos amigos em Dubai, estamos em conversas com a Boeing para definir quais desses aviões (já construídos) não serão aceitos para voos comerciais e quais poderão ser modernizados e, neste caso, claro, com compensação financeira da Boeing, poderemos aceitá-los. Estamos mantendo a mesma conversa que nossos amigos árabes, mas não trouxemos detalhes ao público“.

Desta maneira, o número de jatos recusados pelas companhias aéreas irá superar uma dezena, já que a Emirates confirmou que seus 10 primeiros 777X não serão entregues à empresa por não atenderem aos requisitos e ao desempenho estabelecidos em contrato. Um deles, inclusive, já foi desmontado e reciclado.

A própria Boeing reconheceu que aproximadamente 30 aeronaves 777-9X que já foram construídas precisarão passar por um retrabalho, já que, durante a campanha de certificação, que ainda está em curso, foram feitas modificações para atender aos requisitos estabelecidos pela autoridade regulatória americana, a FAA.

Dentre essas três dezenas estão jatos da japonesa ANA, da Qatar Airways, da Singapore Airlines, além dos já citados da Emirates e da Lufthansa. Esta última tem ao menos oito jatos já prontos na fábrica da Boeing, sendo que alguns estão parados há mais de cinco anos, enquanto outros estão há menos tempo e já realizaram alguns voos de teste.

A United Airlines também descartou incorporar parte destes jatos recusados pelas concorrentes, deixando a Boeing com uma dezena de aviões “ruins” para revender:

Mateus Santana
Mateus Santana
Fascinado por aviões desde pequeno é piloto comercial de aeronaves na América do Norte

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