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Com volta do 737 MAX e alta produção do A320neo, Safran prevê grande saída de motores

Motor Leap-1B – Foto: CFM International

A Safran, parceira da GE Aviation na Joint Venture CFM International, espera que a demanda por motores aumente até 2023, graças ao retorno ao serviço do Boeing 737 MAX e ao aumento da produção da família Airbus A320neo.

A fabricante estima que, graças ao retorno gradual ao serviço das aeronaves Boeing, a demanda por motores de seu modelo Leap-1B subirá para 25 unidades por semana até meados de 2023. Segundo informa nosso parceiro Aviacionline, atualmente a CFM fabrica seis motores da família por semana. A produção deve aumentar à medida que a Boeing entrega seus estoques do jato de fuselagem estreita e aumenta o ritmo de produção.

Durante a suspensão do 737 MAX, que durou quase dois anos, a fabricante americana acumulou um estoque de quase 500 aeronaves. A menor demanda, como resultado da pandemia, acrescentou outro fator ao problema. 

Olivier Andries, CEO da Safran, disse que o grupo espera que “o estoque do MAX se esgote nos próximos dois anos”, o que deve levar a “um forte aumento na produção da Boeing”. Segundo o gerente, até o final de 2023 devem deixar as linhas de produção “cerca de 50 737 MAX” por mês. A Safran ressalta que essa taxa deve ser mantida pelo menos “pelos próximos dois anos”.

O aumento da produção da Boeing também terá a companhia da Airbus. A fabricante europeia planeja aumentar o ritmo de sua família A320neo – na qual o Leap-1A tem uma participação de mercado de 60% – para até 65 unidades por mês até 2023, portanto, a produção do número total de motores terá que superar o recorde de 2019, em que mais de 40 unidades deixavam a linha de montagem por semana. 

No total, no último ano pré-pandêmico, o CFM entregou mais de 1.700 motores da família. Embora esse número tenha caído drasticamente em 2020 e 2021, a previsão é de cerca de 2.000 unidades em 2023.

Embora a Safran esteja confiante que será capaz de atingir a meta de produção proposta pela Airbus, eles permanecem cautelosos. Andries observou que “ainda não é hora de falar sobre este problema específico, já que a cadeia de suprimentos foi seriamente comprometida pela crise.”

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