Comissária processa United após ser demitida por ferimento em turbulência

Uma antiga comissária da United Airlines está processando a empresa após uma sequência de afastamentos por causa de um ferimento que ela alega ter surgido durante uma turbulência.

Avião Boeing 787-9 Dreamliner United Airlines
Imagem: Eric Salard / CC BY-SA 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0), via Wikimedia Commons

O processo está sendo movido por Christine Finger no condado de Harris, no estado do Texas. Christine entrou na companhia quando ainda era Continental Airlines, em 1984 e, desde então, se tornou uma comissária prestigiada, fazendo voos de entrega de aeronaves, além de fretamentos para os times de futebol americano da NFL.

Tudo ia bem até agosto de 2014, quando ela se feriu durante uma turbulência severa. Ela machucou o tornozelo e acabou ficando afastada por dois anos, abaixo dos três anos que a empresa permite que a pessoa se afaste por motivos médicos sem ser demitida.

Ao voltar ao trabalho em 2016, optou pelo cargo de Recrutadora de Comissários, visando ter menor impacto físico. Porém, logo após voltar ao trabalho, ela novamente sentiu dores e pediu uma outra licença.

Determinada a continuar na aviação, ela retornou para uma terceira tentativa e iniciou um curso de comissários para revalidar suas habilitações. No entanto, dois dias antes de atingir os 3 anos limite da licença (a contagem não foi zerada desde as ausências anteriores, veja mais adiante), ela machucou novamente o seu tornozelo.

Ela pediu para que os instrutores não reportassem à empresa sobre o seu machucado, com medo de sofrer retaliação por pegar uma terceira licença médica. Mas ela própria acabou relatando o fato, tentando obter uma maneira de fazer um trabalho “mais leve” enquanto recuperava. De nada adiantou e no final do treinamento ela foi demitida.

O processo

Após ser demitida, ela entrou com o processo, alegando discriminação por idade, pedindo para ser reintegrada com pagamento retroativo de salários e danos morais pelo problema.

A United Airlines, em nota ao Paddle Your Own Kanoo, afirmou que está ciente do processo e que “ela foi demitida de acordo com os termos do contrato quando ela não voltou de licença no período requerido”, dando a entender que a conta dos 3 anos não foi zerada quando ela voltou a trabalhar como recrutadora.

A empresa também destacou que não faz discriminação por idade. O processo agora corre na corte do Texas e não tem data para a primeira audiência.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. #GoBroncos #GoBeach #2A

Veja outras histórias

Executivo brasileiro celebra a chegada de 3 novos aviões Boeings 787...

0
A empresa tem como CEO desde 2022 um brasileiro que já foi CEO também da TAP Air Portugal, além de presidente da Azul Linhas Aéreas.