
A Eastern Air Express, companhia de voos charter ligada à Eastern Airlines, recebeu um contrato para prestar serviços operacionais e de manutenção a aeronaves do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) destinadas a missões de deportação e remoção de imigrantes.
O acordo, avaliado em até US$ 327 milhões, prevê que a empresa, sediada em Kansas City, ofereça suporte operacional, manutenção e serviços logísticos para aeronaves fornecidas pelo governo, em operações conduzidas pelo DHS e pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
Nos últimos meses, o DHS adquiriu ao menos dez aeronaves que, segundo informações divulgadas anteriormente, fariam parte de uma chamada “frota de deportação”.
Sete desses aviões seriam Boeing 737 vendidos pela Avelo Airlines a partir do fim de dezembro do ano passado. Outras três aeronaves, um Boeing Business Jet de luxo e dois jatos executivos Gulfstream 650, também teriam sido compradas por empresas associadas ao mesmo grupo contratado pelo governo.
No início do verão no hemisfério norte, o DHS publicou uma solicitação de informações ao mercado para identificar empresas capazes de operar os aviões, realizar manutenção e garantir apoio logístico.
O documento mencionava diferentes tipos de missão, incluindo voos de deportação, remoções, retornos voluntários, operações de resposta rápida e transporte de autoridades de alto escalão. A concessão do contrato à Eastern Air Express parece ser o desdobramento desse processo.
A empresa e a Eastern Airlines foram reorganizadas nos últimos anos a partir de ativos e marcas ligados a antigas companhias aéreas, como Dynamic Airways, Hillwood Airways e iAero/Swift Air. Esta última já havia sido contratada para voos do ICE durante o primeiro mandato de Donald Trump e foi alvo de questionamentos relacionados a problemas operacionais e de segurança.





