
A Dassault Aviation anunciou um novo adiamento na entrada em serviço do seu jato executivo ultralongo Falcon 10X, agora previsto apenas para 2029, até dois anos além do cronograma anterior.
Esse é o segundo atraso do programa, que já havia sido impactado por problemas na cadeia de suprimentos e restrições relacionadas à pandemia de Covid-19.
O Falcon 10X, que realizou seu voo inaugural em 19 de junho, possui alcance estimado em 7.500 milhas náuticas (13.900 km) e é movido pelos motores Rolls-Royce Pearl 10X.
Inicialmente, a Dassault pretendia que o jato entrasse em operação em 2025, mas a complexidade regulatória pós-acidentes do Boeing 737 Max em 2018 e 2019 tornou a certificação mais rigorosa e demorada.
Segundo o CEO da Dassault, Eric Trappier, “a certificação se tornou um processo mais complexo”, especialmente para uma aeronave completamente nova como o Falcon 10X, sujeita a regras que não se aplicavam ao modelo anterior, o Falcon 6X, certificado em 2023.
Ele estima que o intervalo entre o primeiro voo e a certificação será de cerca de dois anos e meio, projetando o marco para o segundo semestre de 2029.
Apesar dos desafios, o mercado de jatos executivos mostra sinais de recuperação, com a Dassault registrando 23 pedidos de Falcons no primeiro semestre, um aumento significativo em relação aos oito do mesmo período do ano passado. O backlog atual soma 83 aeronaves, e a empresa visa entregar 40 Falcons em 2026, com 11 unidades já entregues na primeira metade do ano.
Trappier ressalta que o principal desafio é cumprir os prazos, enfrentando atrasos de fornecedores e efeitos prolongados da pandemia. “Avançar nas entregas é desafiador, mas entregar 40 aeronaves este ano seria um excelente resultado.”





