
Decolou pela primeira vez o avião comercial chinês C919-600, produzido pela COMAC como versão especial dedicada ao mercado doméstico do país.
A aeronave tem cinco fileiras a menos e uma fuselagem alguns metros mais curta que o C919-100, que já está em operação comercial há alguns anos. Esta redução de tamanho também implica um peso menor, permitindo que o jato tenha melhor desempenho em aeroportos de elevada altitude e em regiões quentes, principalmente no Tibete chinês e no deserto de Gobi.
Nesses aeroportos, que atualmente são 43 com voos comerciais regulares, o ar rarefeito diminui a potência máxima que um motor pode entregar, já que, nessas altitudes, a presença de oxigênio, necessária para a combustão, é menor. Outro ponto é que qualquer perfil de asa gera menos sustentação à medida que o ar vai ficando menos denso, sendo necessárias velocidades maiores para a decolagem.
Por esse motivo, o A319ceo e o A319neo, fabricados pela francesa Airbus, são as aeronaves a jato mais operadas nessas regiões, já que possuem a asa e os motores do maior A320, mas com uma fuselagem encurtada. Este mesmo conceito foi levado ao C919.
O voo inaugural do C919-600 durou 1 hora e 59 minutos, a partir do Aeroporto de Xangai-Pudong, com a aeronave retornando para a metrópole chinesa logo após. Ainda não existe uma data prevista para a homologação da aeronave e sua entrada em serviço comercial.
China's howmgrown C919-600 "Plateau" just took flight, taking direct aim at @Airbus's A319neo high-altitude monopoly.
— Shen Shiwei 沈诗伟 (@shen_shiwei) July 30, 2026
With 43 high-altitude airports, the most globally, China's massive domestic demand is forcing real market competition. Innovation follows scale. pic.twitter.com/fYNiHeWMKf





