
A Embraer anunciou a incorporação da Embraer GPX Ltda., subsidiária integral criada em 2006 em Gavião Peixoto (SP) para atuar na área de manutenção de aeronaves.
A operação, já aprovada pelo conselho de administração da companhia, será submetida aos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária prevista para o final de outubro. Com a mudança, a GPX será extinta como pessoa jurídica, transferindo todo o seu patrimônio, direitos e obrigações para a Embraer S.A.
A incorporação faz parte de um processo de simplificação da estrutura societária do grupo, focado na redução de custos administrativos e na eliminação de empresas sem atividades operacionais efetivas. Atualmente, a GPX não exerce mais funções estratégicas e mantém apenas a estrutura formal, sem operações relevantes.
A Embraer já detém 100% do capital da subsidiária, o que significa que não haverá emissão de novas ações nem aumento de capital na operação. Os custos estimados para a incorporação são da ordem de R$ 150 mil.
A Embraer GPX foi criada para ofertar serviços de manutenção, modificação e reparo de aeronaves, motores e componentes na região de Gavião Peixoto, além de comercializar peças e acessórios aeronáuticos. A empresa chegou a contar com uma filial dedicada a esses serviços, encerrada em 2021. Com o tempo, a Embraer concentrou a maior parte dessas atividades diretamente em sua estrutura principal, tornando a existência da GPX desnecessária.
Apesar da extinção da subsidiária, as operações industriais e os investimentos no complexo de Gavião Peixoto seguem inalterados. O município segue como polo de fabricação de aeronaves, ensaios em voo e montagens, incluindo projetos estratégicos como o caça Gripen F-39, desenvolvido em parceria com a Saab, e a produção do cargueiro C-390 Millennium. No segundo semestre de 2026, Embraer e Saab anunciaram inclusive acordo para avaliar a produção de 20 unidades adicionais do Gripen na unidade paulista.
A decisão de incorporar a GPX reflete uma tendência de organização interna e foco em eficiência administrativa. Criada para uma fase anterior da empresa, marcada pela fragmentação das atividades de manutenção, a subsidiária perdeu relevância conforme a Embraer evoluiu e consolidou serviços sob o próprio CNPJ principal.





