
A Emirates está próxima de obter autorização para operar voos entre Milão e Lima, no Peru, sob os direitos da quinta liberdade, que permitem a uma companhia aérea transportar passageiros entre dois países terceiros, desde que o voo tenha origem ou destino em seu país de origem.
A informação, divulgada em 12 de agosto pelo jornal italiano Corriere della Sera, indica que a autorização pode ser concedida a tempo da temporada de inverno, a partir do final de outubro de 2026, embora o lançamento dos voos ainda não tenha data definida.
Atualmente, a Emirates não opera voos diretos entre Dubai e Lima, rota que ultrapassa 14.800 km, o que eleva os desafios operacionais e econômicos para a frota de longo alcance da companhia.
Nesse cenário, Milão serviria como ponto intermediário, com a mesma aeronave realizando o trajeto Dubai-Milão-Lima sob um único número de voo, mas permitindo que a Emirates comercialize passagens separadas entre Milão e Lima.
A utilização da quinta liberdade não é novidade para a Emirates na Itália: a empresa já opera a rota Dubai-Milão-Nova York com o Airbus A380, explorando o mercado local e aumentando a utilização da frota, além de combinar receitas de passageiros e carga.
Para Milão, a nova rota representaria uma expansão significativa da oferta para a América do Sul, conectando a capital peruana, atualmente sem voos diretos do aeroporto lombardo, que já possui ligação direta com São Paulo via LATAM. Segundo dados, cerca de 150 mil pessoas viajam anualmente entre Milão e Lima com conexões, motivadas por afinidades pessoais, turismo, negócios e carga.
A chegada da Emirates a essa rota pode impactar a ITA Airways, que desenvolve ofertas intercontinentais a partir de Roma-Fiumicino e vê a América Latina como mercado estratégico. A nova conexão direta de Malpensa pode desviar passageiros do norte da Itália que hoje transitam por Roma ou outros hubs europeus para chegar à América Latina.
Em nota, a Emirates confirmou o pedido dos direitos, mas afirmou não ter planos imediatos para iniciar voos a Lima, ressaltando que avalia continuamente oportunidades baseadas em demanda, condições de mercado e disponibilidade de aeronaves.





