Eurocontrol: Se novas cepas de vírus surgirem, tráfego aéreo não se recupera até 2029

Foto: Eurocontrol

O Eurocontrol, órgão da União Europeia responsável pelo controle de tráfego aéreo no continente europeu, ajustou sua previsão para o desenvolvimento do tráfego aéreo nacional e internacional na Europa nos próximos quatro anos. A principal conclusão do relatório atual, analisado pelo aeroTelegraph, é que o volume de tráfego não atingirá os níveis de 2019 até 2024, no mínimo. 

No final, a mensagem que essa atualização de prognósticos deixa é que é importante que os atores globais atuem em harmonia, para que se vacine o mais rápido possível e com o máximo de eficácia em ações que impeçam a disseminação de novas cepas do vírus. Caso contrário, a aviação poderá perder uma década.

“A situação continua muito desafiadora para a aviação europeia. Estamos caminhando para o verão de 2021 e a maioria das restrições ainda está em vigor, apesar dos avanços encorajadores na vacinação. Portanto, embora esperemos uma melhora no tráfego de verão (do hemisfério norte), nosso cenário de médio prazo mais provável é que as restrições sejam suspensas de forma coordenada entre as regiões até o primeiro trimestre de 2022, permitindo mais viagens de longa distância.

“Provavelmente, teremos cerca de 50 por cento do tráfego de 2019 para todo o ano de 2021, ou 5,5 milhões de voos. No final do próximo ano, o tráfego terá recuperado apenas 72% do seu nível de 2019 e só chegará perto do nível pré-pandêmico em 2025”, diz o relatório”.

De acordo as análises, os volumes de tráfego vão se recuperar para 95 por cento dos níveis de 2019 em 2024, com base na vacinação generalizada em toda a Europa e um relaxamento coordenado das restrições de viagem a ser alcançado entre as regiões globais até o primeiro trimestre de 2022.

No entanto, há um outro cenário, mais pessimista, que assume que o tráfego atingirá apenas 74% dos níveis de 2019 em 2024, com uma recuperação total não ocorrendo antes de 2029. Este cenário prevê a continuidade das restrições nos próximos anos devido a vacinações irregulares ou novos surtos de novas cepas do vírus, o que tem um impacto negativo na confiança dos passageiros.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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