
As ações da Boeing registraram alta, impulsionadas pela notícia de que o modelo 737 MAX 7 está próximo de alcançar um marco importante na certificação pela Federal Aviation Administration (FAA).
Segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, a aprovação do MAX 7 pela FAA deve ocorrer ainda neste mês.
A Southwest Airlines, que possui centenas de pedidos do modelo, deve ser a cliente de lançamento. Um porta-voz da FAA afirmou que o cronograma final para a certificação dependerá da obtenção das aprovações de segurança necessárias.
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, previa anteriormente que o jato obteria a certificação até o final de 2026. O MAX 7, variante mais curta e leve da família MAX, foi projetado para rotas de menor alcance e oferece maior eficiência de combustível em comparação ao 737-700 que substitui.
Juntamente com o maior MAX 10, que compete diretamente com a família A321neo da Airbus, esses dois modelos completam a linha de aeronaves de corredor único da Boeing e representam uma parcela significativa do backlog não entregue da empresa.
Os atrasos na liberação do MAX 7 foram causados pela parada global da família MAX entre 2018 e 2019, após dois acidentes fatais, pelo incidente com a tampa da porta da Alaska Airlines em 2024 e por problemas prolongados no sistema anti-gelo dos motores, cuja reformulação só foi concluída no final de 2025.
A linha 737 MAX é o principal pilar da divisão comercial da Boeing, respondendo pela maior parte da receita e pedidos. As demoras nas entregas afetaram o fluxo de caixa da empresa, frustraram clientes e permitiram que a Airbus ampliasse sua participação no mercado de aeronaves de corredor único.



