Força Aérea dos EUA confirma operação do B-21 Raider com dois pilotos e encerra especulações

Divulgação – USAF

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) oficializou que o novo bombardeiro furtivo B-21 Raider será operado por uma dupla de pilotos, encerrando meses de dúvidas sobre a possibilidade de uma configuração com piloto e Oficial de Sistemas de Armas (WSO) ou até mesmo operação solo.

A confirmação foi divulgada pelo Air Force Global Strike Command (AFGSC) e inicialmente publicada pelo The Aviationist, que teve acesso à nova política de tripulação adotada para a aeronave.

A decisão de manter dois pilotos na cabine foi baseada em uma análise detalhada das capacidades avançadas do B-21 e do perfil operacional das missões estratégicas que o bombardeiro deverá cumprir.

Embora o B-21 tenha sido projetado desde o início com alta automação e preparado para futuras operações não tripuladas, a complexidade das tarefas, especialmente envolvendo armamento nuclear e guerra eletrônica, requer a presença de dois aviadores para garantir segurança e eficácia.

Como consequência, a USAF implementará um programa de transição para Oficiais de Sistemas de Armas e Combat Systems Officers que desejem se qualificar como pilotos do B-21, uma mudança significativa para profissionais que historicamente atuam em gerenciamento de sensores e sistemas eletrônicos em outras aeronaves como o B-1B Lancer e o F-15E Strike Eagle.

Desenvolvido pela Northrop Grumman, o B-21 Raider é o bombardeiro estratégico mais avançado da história da USAF, projetado para penetrar defesas altamente protegidas graças à sua baixa assinatura radar, sensores integrados e arquitetura digital aberta que permite atualizações contínuas.

Além de atuar como plataforma furtiva, o Raider funcionará como um centro de comando aéreo, integrando-se a drones, satélites e outras plataformas militares em um ambiente conectado.

A USAF planeja adquirir pelo menos 100 unidades do B-21, que substituirão gradualmente os bombardeiros B-1B Lancer e B-2 Spirit, consolidando a espinha dorsal da capacidade estratégica americana para as próximas décadas. A entrada em serviço operacional está prevista entre 2026 e 2027.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias