
O Ministério de Obras Públicas da Bolívia confirmou o início da renovação da frota da companhia aérea estatal Boliviana de Aviación (BoA), como parte da estratégia para enfrentar a iminente política de céus abertos no país.
Segundo o ministro Mauricio Zamora, a privatização da empresa está descartada, e o foco é torná-la competitiva diante da chegada de novos concorrentes, reportou o Aviacionline.
Atualmente, a BoA opera com 10 aeronaves ativas de um total de 20 em sua frota comercial, sendo que as demais passam por manutenção. O ministro destacou que os problemas operacionais da frota decorrem da idade dos aviões e criticou a falta de planejamento das gestões anteriores, especialmente do Movimento ao Socialismo (MAS).
“Temos um plano para renovar a frota aérea, já estamos trabalhando nisso”, afirmou Zamora. “Foram 20 anos de danos protecionistas à BoA. Minha missão é torná-la competitiva, com aeronaves novas e o mínimo possível de atrasos, enquanto promovemos a política de céus abertos”, acrescentou.
Embora a companhia gere receitas, o ministro reconheceu que sofreu com problemas estruturais e investimentos inadequados no passado. “Se você tem monopólio no mercado boliviano, como não vai ganhar dinheiro? A empresa dá lucro, e vamos trabalhar para aprimorar a BoA, mas é preciso que ela entre em um ambiente competitivo”, concluiu.




