
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) solicitou ao novo governo peruano, liderado pela presidente Keiko Fujimori, a revisão dos custos e impostos aplicados ao setor aéreo, especialmente a Tarifa Única por Uso de Aeroporto (TUUA) para conexões internacionais no Aeroporto Internacional Jorge Chávez.
A entidade destaca que os elevados custos têm provocado perda de rotas e passageiros, que optam por mercados concorrentes na região, apesar das negativas do concessionário do aeroporto, como informou o Aviacionline.
Recentemente, a concessionária Lima Airport Partners propôs a redução pela metade da taxa de conexões internacionais, o que foi recebido com otimismo pela IATA. Segundo Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da IATA, políticas públicas que promovam a conectividade e a colaboração entre governo e indústria podem fortalecer a competitividade, atrair turismo e investimentos, e gerar novas oportunidades de desenvolvimento no país.
Entre as prioridades da indústria aérea estão a conclusão das obras nas instalações do Aeroporto de Lima e o desenvolvimento do Aeroporto Internacional de Chinchero, em Cusco, incluindo seus acessos. Essas melhorias estratégicas ampliarão a capacidade aeroportuária, fortalecerão a malha de destinos e impulsionarão o comércio e o turismo.
No âmbito regulatório, a IATA reforça a importância de manter um ambiente baseado no livre mercado, evitando legislações que restrinjam as opções tarifárias das companhias aéreas. Esse modelo já facilitou o acesso de mais de um milhão de novos passageiros aos voos comerciais no Peru.
A aviação é responsável por empregar diretamente 36.100 pessoas no país, incluindo profissionais de companhias aéreas, operadores e fornecedores de serviços aeronáuticos, gerando uma receita de US$ 942,8 milhões, equivalente a 0,4% do PIB peruano. Considerando toda a cadeia produtiva, consumo dos trabalhadores e turismo associado, o impacto econômico total chega a US$ 6,2 bilhões e 364.400 empregos.
O turismo suportado pelos voos comerciais contribui com US$ 2,7 bilhões ao PIB e emprega 155.400 pessoas, enquanto os visitantes internacionais geram cerca de US$ 3,5 bilhões anuais em consumo local.





