
As companhias aéreas brasileiras encerraram 2025 com lucro líquido consolidado de R$ 4,3 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 11,8 bilhões registrado em 2024. Os dados constam no Anuário do Transporte Aéreo divulgado nesta semana pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e consideram os resultados das empresas Azul, GOL, LATAM Airlines Brasil e LATAM Cargo, que possuem participação superior a 1% nos mercados doméstico ou internacional.
Segundo o levantamento, o desempenho foi impulsionado principalmente pelos resultados positivos da operação brasileira da LATAM e da GOL. A LATAM encerrou o ano com lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, enquanto a GOL registrou lucro de R$ 1,9 bilhão. A Azul, por sua vez, permaneceu no vermelho, com prejuízo líquido de R$ 549 milhões.
O anuário mostra que as receitas das companhias cresceram 13% em relação a 2024, enquanto os custos e despesas de voo aumentaram 7% no mesmo período. Como resultado, a receita por assento-quilômetro oferecido (RASK) avançou 2,3%, enquanto o custo por assento-quilômetro oferecido (CASK) caiu 3,1%.
A participação das receitas provenientes do transporte de passageiros permaneceu praticamente estável, passando de 85,0% para 85,1% do total entre 2024 e 2025. Já a participação das receitas com cargas e mala postal recuou de 5,9% para 5,6%.
Na composição dos custos operacionais, a participação das despesas com combustível caiu de 30,6% para 29,4%. Em contrapartida, os gastos com seguros, arrendamento e manutenção de aeronaves aumentaram sua representatividade, passando de 18,8% para 21,1%.
O estudo também aponta redução nas tarifas aéreas domésticas. Em valores corrigidos pela inflação medida pelo IPCA e expressos em preços de dezembro de 2025, a tarifa média anual caiu 3,3%, passando de R$ 670 para R$ 648. O yield doméstico médio, que é o indicador que representa o valor pago por quilômetro voado, apresentou queda de 4,9% na comparação anual.
Entre as três maiores companhias aéreas do país, a Azul registrou o maior yield médio em 2025, com R$ 0,543 por quilômetro voado. Em seguida aparecem a LATAM, com R$ 0,484, e a GOL, com R$ 0,478. De acordo com a ANAC, os indicadores da Azul e da GOL recuaram em relação ao ano anterior, enquanto o da LATAM permaneceu estável em termos reais.
Os dados do anuário também revelam que quase um quarto das passagens domésticas comercializadas em 2025 custou menos de R$ 300. Ao todo, 23,8% dos bilhetes vendidos ao público foram negociados abaixo desse valor, enquanto 6,8% tiveram preços superiores a R$ 1.500.





