
O primeiro protótipo do HADES, novo sistema de inteligência aérea do Exército dos Estados Unidos, realizou seu voo inaugural em 11 de setembro, com a foto do primeiro voo e a confirmação dele sendo divulgada apenas nesta última semana de outubro.
Feito a partir do jatinho executivo Bombardier Global 6500, a aeronave avança agora para a etapa de integração dos sistemas de missão e ensaios de desenvolvimento em voo.
O programa faz parte da modernização das capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento aéreo do Exército americano para operações de grande escala em múltiplos domínios. A plataforma utiliza uma aeronave comercial a jato que oferece maior velocidade, alcance, capacidade de carga e altitude de operação em comparação com os turboélices empregados tradicionalmente nessas missões.
Segundo o Exército, essas características deverão ampliar o alcance operacional dos comandantes, melhorar a compreensão do cenário de atuação e acelerar a tomada de decisões em ambientes nos quais forças adversárias disputam a liberdade de operação.
As atividades do primeiro voo foram conduzidas pelo escritório responsável pelos projetos de aeronaves de asa fixa do Exército, em parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC), após a conclusão de uma revisão de prontidão para o voo. A empresa atua como principal integradora de sistemas do programa.
A preparação envolveu engenheiros, pilotos de testes e especialistas responsáveis pela arquitetura dos sistemas de missão. As equipes coordenaram modificações estruturais, a integração de equipamentos e verificações preliminares de aeronavegabilidade para liberar o protótipo para o voo.
Também participou do trabalho a estrutura do Exército responsável pelos sensores de inteligência aérea, vinculada à área de aquisição de sistemas de comando e controle e de capacidades para enfrentar os sistemas equivalentes do adversário.
Na próxima fase, o Exército integrará e testará os sistemas de missão do HADES por meio de uma campanha de ensaios em voo. As avaliações deverão verificar as capacidades de sensoriamento em múltiplos domínios e de inteligência de sinais, conhecida pela sigla em inglês SIGINT, além de sua integração, eficácia e prontidão para futuras demonstrações operacionais.
Com o HADES, o Exército americano pretende dispor de uma capacidade de sensoriamento aéreo moderna, com maior capacidade de sobrevivência e resposta, destinada a apoiar operações conjuntas em cenários de atuação contestada.





