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Passageira sem máscara discute com comissária da Azul e acaba lançada para fora do voo

Airbus A320neo da Azul Linhas Aéreas

Em mais um capítulo das histórias de passageiros que não utilizam máscaras de proteção facial a bordo de voos no Brasil, em flagrante descumprimento das regras sanitárias vigentes, o mais novo tem repercutido por divergir informações sobre quem estava errado na história.

O novo caso aconteceu a bordo de um Airbus A320neo da Azul Linhas Aéreas, registrado sob a matrícula PR-YRN, que iria realizar um voo entre o Rio de Janeiro e Brasília, no Distrito Federal, na última segunda-feira, dia 22 de novembro.

De acordo com o site Metrópoles, os relatos de dois passageiros se contradizem. Enquanto um disse que a passageira, que não teve nome revelado, não usou corretamente a máscara de proteção, outra coloca a culpa pela confusão na rispidez da tripulação.

Uma mulher que estava próxima da passageira expulsa do voo teria dito que a comissária de bordo foi ríspida no momento em que a viajante tirou a cobertura facial para beber água, e que ela em nenhum momento se opôs às ordens de usar corretamente a máscara.

“Ela estava tomando água quando a aeromoça veio e pediu que ela pusesse a máscara. Ela disse que poria assim que terminasse de beber água. A aeromoça disse, então, que ela deveria beber um gole e colocar a máscara, beber outro gole e pôr novamente a máscara, e assim por diante. A passageira fez isso. A aeromoça afirmou que a máscara estava colocada da maneira errada e precisava ser apertada no nariz. A moça pediu, então, que a funcionária se afastasse um pouco dela, revelando que sofria de transtorno de ansiedade e estava ficando nervosa com a proximidade. Disse, inclusive, ter um atestado. A aeromoça se afastou e depois voltou dizendo que, por ordem do piloto, ela seria retirada do avião”, disse a testemunha.

Diante dos fatos citados acima, a mulher ao lado da passageira tentou defendê-la, mas alega que a comissária também foi ríspida com ela. Com isso, a testemunha pegou seu aparelho celular e começou a filmar a comissária de bordo. Neste momento, a tripulante empurrou o celular com a mão, dizendo que ela não teria o direito de filmá-la.

Como resultado, a passageira foi retirada do voo pela Polícia Federal, mesmo apresentando um laudo médico para se abster do uso da máscara. A companhia aérea afirmou que essa abstenção deveria ser apresentado dois dias antes e com um formulário específico.

O Airbus A320neo que estava previsto para decolar às 12h45, decolou somente às 13h11 e chegou à Brasília sem novas intercorrências.

Trajetória da aeronave – Imagem: RadarBox

Em nota a Azul disse que: “A cliente concordou em usar a máscara cobrindo boca, nariz e queixo durante o voo, mas não seguiu o protocolo por duas vezes. A equipe de comissários, então, acionou o comandante do voo que optou por solicitar a presença da Polícia Federal para o desembarque da cliente. A Azul lamenta eventuais aborrecimentos ocorridos a bordo e destaca que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações”.

Na semana passada, outro caso repercutiu também pelo não uso de máscara por parte de uma passageira da Latam. Na ocasião, a aeronave que estava prestes a decolar, voltou ao portão para o desembarque da passageira junto à Policia Federal. Relembre essa e outras matérias clicando nos títulos abaixo:

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