
Passageiros passaram mal em voo na Europa e o avião foi recebido por 12 veículos de emergência ao chegar ao pátio.
O caso envolveu o voo EW-9631, operado por um Airbus A321, que decolou do Aeroporto Internacional de Rodes por volta das 19h50, para uma viagem de aproximadamente três horas e meia até Düsseldorf. A bordo estavam 215 passageiros e tripulantes que retornavam de uma temporada de férias na Grécia, segundo reportou o PYOK e dados do The Aviation Herald.
Três passageiros precisaram ser levados ao hospital depois que um quadro de mal-estar atingiu os viajantes do voo da Eurowings, na noite do último domingo (18). O número de pessoas que apresentaram sintomas levou os serviços de emergência a classificar a ocorrência como um incidente com múltiplas vítimas.
Durante o trajeto pela Europa, diversos ocupantes começaram a apresentar sintomas de uma doença ainda não identificada. Pouco antes da aproximação final ao Aeroporto de Düsseldorf, os pilotos solicitaram a presença de equipes médicas para atender os passageiros assim que a aeronave pousasse.
Diante da quantidade de pessoas que relataram problemas de saúde, o Corpo de Bombeiros local declarou uma ocorrência de maior gravidade e mobilizou diversas equipes de atendimento. Ao todo, 12 veículos de emergência foram enviados para receber o avião.
Após o desembarque, três passageiros precisaram ser transportados ao hospital. Outros também foram examinados pelas equipes de socorro, mas receberam liberação para seguir para casa por conta própria.
A causa do mal-estar ainda não foi confirmada. Segundo as informações divulgadas, os passageiros apresentaram sintomas gastrointestinais, e a Eurowings suspeita que o agente causador possa ser o norovírus, conhecido por sua elevada capacidade de transmissão.
Entre os sintomas associados ao vírus estão náuseas, vômitos, diarreia, calafrios e febre. As manifestações costumam surgir entre um e dois dias após a infecção, o que indica que, caso o norovírus seja confirmado como responsável pelo episódio, o contágio provavelmente ocorreu antes do embarque.
A transmissão pode acontecer por meio de alimentos ou água contaminados, além do contato com superfícies infectadas. O vírus também pode se disseminar por partículas contaminadas, o que favorece sua propagação em ambientes fechados e com grande concentração de pessoas, como a cabine de uma aeronave.
Especialistas alertam ainda que os higienizadores de mãos à base de álcool não são suficientemente eficazes contra o norovírus. Para reduzir o risco de contaminação, a recomendação é lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão.
Um estudo publicado na revista científica PLOS Computational Biology também apontou riscos de contaminação cruzada em superfícies de uso coletivo nos aeroportos. Entre os exemplos estão as estações públicas de carregamento de celulares, que podem acumular agentes contaminantes devido ao contato frequente com as mãos dos usuários.
O episódio envolvendo a Eurowings não é o primeiro registro de um possível surto de doença gastrointestinal durante um voo comercial. Em maio de 2024, cerca de 70 passageiros de um voo da Condor entre as Ilhas Maurício e Frankfurt apresentaram sintomas como vômitos e diarreia durante uma viagem de aproximadamente 12 horas.
Na ocasião, o Airbus A330 foi recebido por diversas ambulâncias no Aeroporto de Frankfurt. Dos 290 passageiros a bordo, aproximadamente um quarto relatou problemas gastrointestinais, incluindo náuseas e diarreia. Segundo a companhia aérea, os pilotos e comissários de bordo não foram afetados.
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