
O National Transportation Safety Board (NTSB) divulgou o relatório final da investigação sobre o incidente ocorrido em 27 de fevereiro de 2026 com um Boeing 787-9 Dreamliner da All Nippon Airways (ANA), matrícula JA873A, durante o pouso no Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston.
A causa provável apontada foi o acionamento inadvertido pelo comandante do botão TO/GA (Takeoff/Go-Around) logo após o toque das rodas principais, o que elevou abruptamente o nariz da aeronave, provocando danos estruturais na parte inferior traseira da fuselagem, caracterizado como um tailstrike.
Naquele dia, a tripulação realizava uma aproximação por instrumento Categoria III (CAT III), em condições de baixa visibilidade devido à neblina, utilizando o sistema automático de pouso (autoland) do 787.
O voo transcorreu normalmente até o toque na pista 26L, quando, de forma não intencional, o comandante ativou o comando TO/GA, utilizado normalmente para arremetidas ou decolagens.
Esse acionamento fez com que o sistema automático aumentasse a atitude de arfagem (ângulo de nariz para cima) para cerca de 7,9°, elevando a parte dianteira da aeronave enquanto as rodas principais já estavam em contato com o pavimento.
Segundo o NTSB, a tripulação não percebeu conscientemente o acionamento do TO/GA, e não houve falha no sistema automático que justificasse o comportamento inesperado da aeronave.
Ao notar a subida do nariz, os pilotos desconectaram rapidamente o piloto automático e assumiram o controle manual, conseguindo prosseguir com o pouso de forma segura. O avião saiu normalmente da pista, sem acidentes adicionais.
O incidente resultou em danos substanciais à fuselagem, que exigiram reparos na aeronave, mas não causaram ferimentos aos 197 passageiros e 12 tripulantes a bordo. O NTSB classificou a ocorrência como acidente devido à extensão dos danos.
Destaca-se que o comando TO/GA está estrategicamente localizado junto aos controles de potência e sua ativação muda o modo do sistema de voo para arremetida, aumentando potência e modificando a trajetória da aeronave.
Acionar esse comando inadvertidamente após o toque cria uma situação crítica, pois a aeronave tenta subir enquanto parte dela já está em contato com a pista, facilitando um impacto como o tail strike.
O relatório reforça a importância de que a tripulação monitore atentamente não só os parâmetros de voo, mas também o estado dos modos automáticos, mesmo durante pousos automáticos complexos.
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