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Políticos querem transferência de voos para o Galeão para darem aval no Santos Dumont

A disputa política envolvendo a concessão do Aeroporto do Santos Dumont para a iniciativa privada ganhou um novo capítulo no Rio de Janeiro.

Foto – Cássio Vasconcellos

A concessão do Santos Dumont, assim como de Congonhas, está entre as mais esperadas desde que o programa de concessão dos aeroportos começou a 10 anos atrás, sendo um dos primeiros o Aeroporto do Galeão, que foi concedido para a Changi Airport, de Cingapura, e a brasileira Odebrecht.

A Changi por ser administradora do melhor aeroporto do mundo, o de Cingapura, era vista como o melhor exemplo para que as concessões fossem frutíferas, e a tempo de melhoras antes da Copa e Olímpiadas. Porém, logo depois dos eventos esportivos, o Galeão começou a perder passageiros.

O principal motivo foi a própria crise econômica pela qual o Brasil passava, mas também se deu por outros fatores. A projeção da ANAC na época dava conta de que o Galeão teria quase 30 milhões de passageiros por ano em 2019, mas este número chegou a 14 milhões, menos da metade do projetado. Este erro de cálculo acabou demandando um investimento muito maior para o Galeão, que depois se mostrou desnecessário, vindo a culminar no fechamento do Terminal 1 por falta de utilização, principalmente após o fim da Avianca Brasil.

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro não tem demanda suficiente para alimentar os dois aeroportos a níveis sustentáveis, o que tem causado a disputa política e econômica entre o Santos Dumont e Galeão.

Aeroporto do Galeão

Por ser mais perto do centro, o Santos Dumont tem sido o favorito das companhias aéreas, que apoiam a privatização do aeroporto, na esperança de reforma do Terminal e melhorias na estrutura. No entanto, os políticos do Rio têm sido contra, total ou parcialmente, à concessão à administração privada, temendo um possível “fechamento” do Galeão, que perderia mais voos devido o aumento da capacidade do “concorrente”.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, tem criticado o fato do Santos Dumont ter sua concessão feita junta com Montes Claro, Uberaba e Uberlândia, além do vizinho Jacarepaguá. Já o deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ) e presidente interino da assembléia local, pede para o governo de Bolsonaro “parar de prejudicar o estado do Rio de Janeiro”.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A