
A grande instabilidade atmosférica na Região Sul do país forçou um voo doméstico da Azul Linhas Aéreas a fazer um grande desvio que levou a aeronave até a Argentina.
Nesta segunda-feira, todos os três estados da Região Sul do Brasil sofriam com os fortes efeitos de uma frente fria que causou destelhamento de centenas de casas, alagamentos e, apenas no Rio Grande do Sul, foram registrados 400 mil raios, enquanto no Paraná foi registrado um tornado, segundo dados do MetSul.
Neste sentido, a aviação foi fortemente afetada, sendo inclusive um dos fatores que podem ter contribuído para a queda do helicóptero Bell 430 que transportava o cantor Rick. Para evitar áreas de formações pesadas de nuvens, é normal que os voos desviem das mesmas, mas, no caso de um voo da Azul, o desvio foi bastante incomum.
A aeronave Embraer E195-E2 que cumpria ontem (21) o voo AD2619, de Campinas para Porto Alegre, não seguiu pelo litoral paranaense rumo à região serrana de Santa Catarina a fim de realizar a rota mais curta até a capital gaúcha, e sim virou à direita próximo de Curitiba e foi rumo ao oeste de SC, passando pela cidade de São João do Oeste antes de entrar por um breve período na Argentina, na província de Misiones, por onde sobrevoou por seis minutos antes de voltar ao Brasil, já entrando pelo Rio Grande do Sul.

Este desvio, que ainda inclui um sobrevoo próximo a Santa Maria, na região centro-oeste gaúcha, fez com que o voo durasse 35 minutos a mais que o habitual, mas garantiu que a aeronave pousasse em segurança no Aeroporto Salgado Filho.
Quando existe a previsão de tempo ruim em rota, ou no aeroporto de destino ou de alternativa, é colocado combustível extra numa quantidade definida pela tripulação em conjunto com o centro de operações da companhia aérea, visando dar mais possibilidades para que o voo seja realizado para o destino original e que seja feito em total segurança.





