Sobe para 480 passageiros a capacidade máxima do Airbus A330-900 com nova certificação

Foto: Clément Alloing

A Airbus anunciou um aumento na capacidade máxima certificada do A330-900, seu principal modelo de fuselagem larga da família A330neo, que agora pode acomodar até 480 passageiros.

A mudança, aprovada pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), acrescenta 15 assentos em relação ao limite anterior de 465 lugares e representa um crescimento de 3,2% na capacidade total da aeronave.

O novo limite foi viabilizado com a introdução de saídas de emergência aprimoradas do tipo A+, equipadas com escorregadeiras que também funcionam como botes salva-vidas.

A alteração faz parte da revisão 70 do certificado de tipo EASA.A.004, publicada em 30 de outubro de 2026, e exigirá adaptações técnicas específicas para garantir a segurança e a eficiência na evacuação em caso de emergência.

A opção de configurar o A330-900 com até 480 assentos deve interessar especialmente companhias aéreas que operam rotas de alta densidade, onde a prioridade é o transporte do maior número possível de passageiros, como já ocorre em algumas empresas de baixo custo no Sudeste Asiático.

Para acomodar esse volume de pessoas, a normativa estabelece que são necessários pelo menos nove tripulantes de cabine quando a capacidade ultrapassa 400 passageiros com quatro pares de saídas A+.

A estratégia da Airbus é ampliar a flexibilidade comercial do A330-900 sem lançar uma versão completamente nova. A fabricante vem promovendo melhorias graduais desde a entrada em serviço do avião, em 2018, incluindo aumentos de peso máximo de decolagem, alcance e agora a possibilidade de transportar mais pessoas.

Apesar do novo limite, a aeronave mantém configuração típica de três classes entre 287 e 303 passageiros. A capacidade máxima só será atingida em versões dedicadas a voos de alta densidade, com layout predominantemente econômico, e depende de ajustes específicos de evacuação e segurança.

A Airbus informa que o alcance do A330-900 pode chegar a cerca de 13.600 km, mas operar com capacidade máxima de passageiros poderá restringir o desempenho em algumas rotas devido aos limites de peso e outros requisitos operacionais.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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