TAP registra receita e recorde de passageiros no primeiro semestre, mas sofre com prejuízo devido à alta do combustível

A TAP Air Portugal alcançou um desempenho robusto no primeiro semestre de 2026, com crescimento em receita e número de passageiros, mas ainda apresentou resultado líquido negativo de €99,2 milhões, fortemente impactado pelo aumento dos custos com combustível.

Durante os primeiros seis meses do ano, a companhia transportou 8,2 milhões de passageiros, o que representa uma alta de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025. A TAP operou 57,5 mil voos, registrando um aumento de 0,3%, e o fator de ocupação das aeronaves subiu 3,4 pontos percentuais, atingindo 85,4%.

Em termos financeiros, a receita operacional total chegou a €2,0398 bilhões, um avanço de 4,3%, enquanto a receita com a venda de passagens aumentou 4,4%, totalizando €1,8292 bilhão. Por outro lado, os custos com combustível dispararam 18,7% no semestre e 52,3% no segundo trimestre, pressionando o desempenho financeiro da empresa. O resultado líquido foi negativo em €99,2 milhões, embora o EBITDA recorrente tenha alcançado €181,9 milhões.

O crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela maior capacidade operacional e forte demanda nos mercados estratégicos, com destaque para Europa e América do Sul. O tráfego medido em RPK (passageiro-quilômetro pago) cresceu 5,9%, superando o aumento da capacidade (+1,7%), refletindo maior eficiência com o aumento do fator de ocupação.

Todavia, a elevação da cotação do combustível, principal custo das companhias aéreas, pressionou negativamente os resultados, especialmente no segundo trimestre, quando os preços atingiram pico histórico em função da crise no Oriente Médio.

Para apoiar a continuidade e expansão, a TAP concluiu a emissão de €350 milhões em senior notes, reforçando sua liquidez, que atingiu €1,222 bilhão em caixa e equivalentes no fim do semestre.

Além disso, a companhia finalizou seu Plano de Reestruturação e lançou o novo Plano Estratégico 2026–2035, centrado no crescimento das rotas de longo curso, diferenciação de produtos, expansão das receitas auxiliares e transformação digital, guiada pelo Programa Horizon.

O CEO Luís Rodrigues destacou a resiliência da companhia e o compromisso das equipes diante do cenário complexo, ressaltando a necessidade de equilíbrio entre receita e custos, a prioridade à experiência do cliente e a prudência financeira.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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