
Um voo da easyJet que partiu de Reykjavík, na Islândia, com destino a Milão, na Itália, precisou fazer um desvio inesperado para o Aeroporto de Edimburgo, na Escócia, na última quarta-feira (8), após os pilotos e comissários de bordo atingirem o limite máximo permitido por lei para suas horas de trabalho.
A parada não programada gerou um atraso de quase seis horas no cronograma original, com a aeronave chegando a Milão apenas nas primeiras horas da quinta-feira.
O voo U2-3970 saiu do Aeroporto de Keflavík em direção ao Aeroporto de Malpensa, mas antes de alcançar a Itália, foi redirecionado para Edimburgo para que uma nova tripulação, devidamente descansada, assumisse a operação.
Segundo o jornal The Herald Scotland, o motivo do desvio foi um atraso ocorrido em um voo anterior da mesma aeronave, que consumiu parte das horas legais disponíveis para a tripulação, impossibilitando que completassem a rota até Milão dentro dos limites regulamentares.
A easyJet optou por não manter os passageiros retidos por tempo indeterminado e escolheu realizar a troca da equipe em Edimburgo, permitindo que o voo continuasse ainda naquela noite.
A aeronave pousou por volta das 17h, e o novo grupo de tripulantes embarcou para decolar novamente às 21h20, chegando ao destino final por volta das 3h05 do dia seguinte.
As limitações de tempo de voo, conhecidas como Flight Time Limitations (FTL), são regras estabelecidas pela Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).
Essas normas definem o período máximo que pilotos e comissários podem estar em serviço, bem como os intervalos mínimos de descanso entre turnos, visando reduzir a fadiga e garantir a segurança operacional.
O período de serviço, denominado Flight Duty Period (FDP), começa quando o membro da tripulação inicia suas atividades e termina quando a aeronave estaciona e os motores são desligados no destino final. Geralmente, o limite máximo é de 13 horas, mas esse tempo diminui conforme o número de trechos voados e se o turno se inicia durante horários noturnos, especialmente entre 2h e 6h da manhã.
Embora o comandante possa, em situações excepcionais, estender o período de serviço, isso não é uma prática comum e jamais ultrapassa os limites legais. Quando a tripulação alcança o teto de horas permitido, deve interromper suas atividades, independentemente da proximidade do destino.





