Aérea permite que funcionários não tomem vacina, desde que fiquem em casa e sem salário

Obrigar funcionários a tomarem vacina é permitido por lei em vários países, incluindo nos EUA e no Brasil. Dentre as empresas aéreas, que estão na linha de frente do combate à Covid, poucas se posicionaram formalmente sobre o assunto e incluíram tal regra em suas políticas internas. Nos EUA, a United Airlines foi uma delas.

A regra interna da United Airlines, no entanto, deixava explícito que haveriam exceções à regra para funcionários com restrições médicas ou isenções religiosas. A esses, a vacinação seria facultada, mediante a apresentação de documentação que comprovasse sua isenção.

Acontece quem, num memorando interno lido pela imprensa americana, a empresa coloca uma regra extra. Segundo a companhia aérea, todos os funcionários isentos da vacina serão colocados em licença não-remunerada a partir de 2 de outubro, numa decisão que está gerando polêmica.

A United disse que a política era necessária para proteger a segurança de clientes e funcionários após um aumento nas taxas de infecção e hospitalizações em todo o país. A companhia aérea com sede em Chicago impôs um prazo de 27 de setembro para os funcionários apresentarem comprovante de vacinação completa ou então as suas cartas de isenção. Quem não fizer nem um e nem outro, deverá sair da empresa.

“Dado nosso foco na segurança e o aumento acentuado de infecções, hospitalizações e mortes por Covid, não podemos mais permitir que pessoas não vacinadas voltem ao local de trabalho até que entendamos melhor como elas podem interagir com nossos clientes e seus colegas de trabalho vacinados”, disse a empresa em um memorando aos funcionários.

A companhia aérea se recusou a dizer exatamente quantos de seus funcionários foram vacinados ou quantos solicitaram a isenção por condição médica, ou crença religiosa. A “grande maioria” dos funcionários norte-americanos está vacinada, limita-se a dizer a empresa.

Os funcionários que trabalham em funções de atendimento ao cliente, como comissários de bordo, pilotos e agentes de embarque, ficarão em licença prolongada até que a pandemia passe, disse a United. 

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias