
A Ryanair intensificou a pressão sobre o governo espanhol e a gestora do controle de tráfego aéreo ENAIRE ao divulgar que mais de 17 mil de seus voos sofreram atrasos entre abril e junho de 2026, um aumento de 47% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A companhia irlandesa exige que as autoridades tomem medidas imediatas para reverter o que classificou como um “deterioração sistemática da performance do controle aéreo na Espanha”.
Os dados atualizam um conflito que já havia levado a Ryanair a solicitar intervenção governamental devido a 22 mil voos atrasados nos primeiros sete meses de 2025. Agora, com números referentes ao segundo trimestre de 2026, a situação não só persiste como se agravou em termos de concentração de atrasos.
A empresa afirma que 90% dos atrasos poderiam ser evitados caso a Enaire assegurasse cobertura total de pessoal nos picos de decolagens diárias. Os aeroportos mais impactados são Madrid-Barajas, Barcelona-El Prat, Palma de Mallorca, Málaga-Costa del Sol e Alicante-Elche.
Para pressionar, a Ryanair reativou sua campanha “ATCRuinedOurHoliday.com”, incentivando passageiros afetados a reivindicar diretamente junto ao governo.
Em resposta, a ENAIRE defendeu sua gestão, apontando que os atrasos decorrem de múltiplos fatores, incluindo condições climáticas adversas, greves de controladores na França que geram efeito dominó na Europa e restrições de capacidade da Eurocontrol durante períodos de pico no verão. A entidade destacou que os índices de pontualidade nos aeroportos da rede Aena permanecem dentro das médias europeias.





