
A Polícia do Aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, teve uma curiosa surpresa ao revistar a bagagem do seu primeiro-ministro, Bart De Wever, e encontrar uma arma com munições.
Retornando de Ancara, na Turquia, onde ocorreu o encontro de líderes da OTAN, que reuniu primeiros-ministros e presidentes de todos os países da Aliança Militar do Atlântico Norte, a equipe do primeiro-ministro foi avisada de que um presente dado pessoalmente por Recep Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia, era algo um tanto quanto inusitado, apesar de fazer parte do contexto do encontro.
O líder turco decidiu presentear todos os seus pares com um revólver Sarsilmaz SR 38, que opera nos calibres .38 SPL e .357 Magnum, com capacidade para seis tiros e cano de seis polegadas, com ação simples e dupla, sendo feito a partir do projeto original do revólver americano Smith & Wesson 686. A arma também acompanhava seis munições reais no calibre .38 SPL.
O “Três Oitão” é personalizado com o nome de cada líder, além de incluir a lua crescente com a estrela encravada em seu corpo e a empunhadura também especial, com uma placa de ouro comemorativa ao encontro de líderes da OTAN.
Por ser uma aliança militar, o presente está relativamente de acordo, já que não existe defesa sem armas. Porém, o governo da Turquia não avisou sobre o conteúdo do presente, e muitos, para não falar todos os líderes, embarcaram com o pacote sem olhar o seu conteúdo.
Em boa parte dos países europeus, especialmente na França e na Inglaterra, a posse e o porte de armas são praticamente proibidos, enquanto em outros países da OTAN é possível que civis adquiram várias armas, desde revólveres como o presenteado até fuzis, notoriamente nos EUA, mas também na Alemanha, na Holanda e na própria Bélgica, ainda que exista um processo burocrático similar ao do Brasil.
O que todos esses países citados têm em comum é que a importação não pode ser feita sem o devido processo administrativo e, muitas vezes, é até proibida por se tratar de uma arma fabricada completamente no exterior (no caso dos EUA). Por esse motivo, a equipe de Bart De Wever entregou a arma para a Polícia do Aeroporto de Bruxelas, que a guardou em um cofre.
Já o primeiro-ministro da Hungria, Magyar Péter, agradeceu pelo presente e levou a arma para casa, já que o seu país não tem restrições ao direito de posse de armas, mesmo que importadas. O presidente americano Donald Trump ainda não comentou sobre a arma que ganhou do líder turco.





