
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Brasil aprovou, sem restrições, o investimento planejado de US$ 100 milhões da American Airlines na Azul, concluindo que a operação não apresenta riscos à concorrência no mercado aéreo brasileiro.
Pelo acordo, a American Airlines adquirirá 8,66% do capital social da Azul como parte do processo de reestruturação da companhia brasileira nos Estados Unidos. O investimento ainda concede à American o direito de indicar um membro no conselho de administração da Azul e um representante em um comitê estratégico.
A parceria prevê a ampliação da cooperação comercial, incluindo serviços codeshare, benefícios recíprocos em programas de fidelidade e uso compartilhado de salas VIP em aeroportos. Embora o CADE tenha identificado sobreposição em rotas entre São Paulo e Rio de Janeiro com destino a Miami e Orlando, concluiu que Azul e American Airlines não são concorrentes diretas nesses mercados e que há alternativas competitivas suficientes.
O CADE também rejeitou as objeções do Grupo Abra, controlador da Gol e Avianca, que alegava que a operação poderia reduzir a concorrência e desviar o tráfego de conexão da American Airlines da Gol. O órgão regulador entendeu que Gol e Azul operam redes domésticas complementares e não encontrou justificativa econômica para que a American abandonasse sua parceria com a Gol.
Caso não haja recursos ou revisão pelo tribunal do CADE, a aprovação se tornará definitiva, permitindo que a American Airlines conclua seu investimento na Azul.


