
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras viveu, nos últimos dias, um dos períodos mais difíceis desde sua fundação devido a duas contingências que impactaram fortemente sua operação, revelou John Rodgerson, CEO da companhia, em postagem no LinkedIn.
O primeiro desafio teve início com a queda de energia no Aeroporto de Viracopos, o maior hub da Azul, que opera cerca de 200 voos diários. Segundo Rodgerson, o apagão afetou as operações durante horas pela manhã, comprometendo o fluxo normal das atividades.
A situação ficou ainda mais complexa com a redução da frota em atividade provocada por problemas nos jatos Embraer E2, que deixaram toda a frota desse modelo parada por algum tempo devido a problemas generalizados de GPS, dificultando a manutenção das malhas programadas.
“Em momentos como esse, procuramos soluções que não comprometam a Segurança, que vem sempre em primeiro lugar na Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Para cuidar dos nossos Clientes e atendê-los da melhor forma possível, cada decisão precisou ser tomada com responsabilidade, cautela e foco total nas pessoas”, comentou o executivo.
Rodgerson fez questão de agradecer aos tripulantes da Azul, que atuaram na linha de frente orientando os passageiros, replanejando as operações e buscando alternativas para minimizar os efeitos dos cancelamentos. “Nossos times atravessaram a noite mobilizados para apoiar os Clientes e recuperar a operação. E o trabalho continua.”
Um aspecto que chamou atenção do CEO foi a colaboração entre empresas concorrentes. Durante o período crítico, a Azul recebeu apoio da LATAM Airlines, que ofereceu suporte para acomodar passageiros e auxiliar nos esforços de operação. “Isso não acontece todos os dias. Em um momento difícil, eles mostraram que o bem-estar dos Clientes pode estar acima da concorrência.”
Rodgerson também agradeceu ao Abra Group, à GOL Linhas Aéreas, à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à operadora Aeroportos Brasil Viracopos S.A, que também prestaram auxílio.
“Os últimos dias mostraram o tamanho dos desafios que podemos enfrentar, mas também revelaram algo igualmente importante: quando as pessoas precisam de ajuda, a colaboração pode falar mais alto do que a concorrência. E é exatamente esse espírito que faz da aviação uma indústria tão especial,” concluiu o CEO da Azul.



