Companhias aéreas dos EUA terão até 2030 para atualizar altímetros, com até US$ 2,2 bilhões em reembolsos

Imagem: Depositphoto

As principais companhias aéreas dos Estados Unidos terão até o fim de 2030 para adaptar suas aeronaves diante do risco de interferência de sinais de telefonia móvel nos equipamentos utilizados para medir a altitude durante os voos.

A exigência foi anunciada pela Federal Aviation Administration (FAA), que também prevê até US$ 2,2 bilhões em reembolsos do governo para ajudar a cobrir os custos das modificações.

A FAA determinou que os radioaltímetros das aeronaves atendam a requisitos de desempenho de uma nova geração. O objetivo é evitar que sinais 5G em determinadas frequências possam provocar leituras incorretas dos equipamentos, informou a Reuters.

Os recursos destinados aos reembolsos serão provenientes de parte da arrecadação do governo com o leilão de espectro da faixa C realizado pela Federal Communications Commission (FCC).

Segundo estimativa da FAA, a adaptação deverá custar entre US$ 80 mil e US$ 120 mil por aeronave. Para o conjunto da aviação civil, o custo total das modificações poderá chegar a US$ 7,1 bilhões.

O prazo até o fim de 2030 abrange voos realizados pelas principais companhias aéreas domésticas e internacionais que afetam o público, estão sujeitos às maiores expectativas de segurança e concentram a maior parte das operações em condições de baixa visibilidade. Essas operações poderiam sofrer restrições caso houvesse risco de interferência considerada perigosa para os sistemas das aeronaves.

Outras aeronaves terão prazo posterior, até 2034, para passar pelas adaptações necessárias. Embora as exigências da FAA sejam aplicáveis às aeronaves que voam no espaço aéreo dos Estados Unidos, operadores estrangeiros não poderão receber os reembolsos previstos pelo programa.

O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que os processos conduzidos pela comissão e pela FAA permitirão, em conjunto, a atualização dos radioaltímetros e a concessão dos reembolsos para operadores e proprietários de aeronaves domésticas elegíveis.

A preocupação com a interferência do 5G nos radioaltímetros já provocou impactos nas operações aéreas dos Estados Unidos. Em 2022, alguns aeroportos registraram breves interrupções depois que companhias aéreas internacionais cancelaram voos devido ao receio de que os sinais 5G pudessem afetar os equipamentos.

Os radioaltímetros fornecem informações sobre a altura da aeronave em relação ao solo e são especialmente importantes durante pousos realizados em condições meteorológicas adversas.

A questão foi solucionada após um acordo voluntário entre as operadoras Verizon e AT&T e as principais companhias aéreas. Ainda assim, as empresas continuaram enfrentando dificuldades enquanto trabalhavam na atualização dos radioaltímetros de suas aeronaves.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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