Considerado ‘brutal’ o toque do ATR 72 na pista, que levou à troca do trem de pouso

ATR 72 da Air Tahiti, semelhante ao envolvido no incidente – Imagem: Garey / CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

No início de abril, um avião bimotor turboélice ATR 72 sofreu uma aterrissagem com toque na pista tão mais forte do que o ideal (incidente de pouso duro, ou “hard landing”) que levou à necessidade de substituição de seus trens de pouso, conforme reportado pelo AEROIN.

Segundo as informações do The Aviation Herald, a aeronave envolvida foi o ATR 72-212A (comercialmente chamado ATR 72-600) registrado sob a matrícula F-ORVS, operado pela companhia Air Tahiti, da Polinésia Francesa.

Chegando em Atuona, na Polinésia Francesa, no dia 4 de abril, o bimotor contava com 60 passageiros quando pousou na pista 20 do destino e depois precisou ser retirada de operação.

Uma inspeção e avaliação pós-voo pelo fabricante da aeronave determinou que pelo menos um dos suportes do trem principal sofreu cargas além da integridade estrutural e, como resultado, foi decidido substituir ambos os suportes dos trens principais.

Agora, na última sexta-feira, 15 de abril de 2022, a autoridade francesa de investigação (BEA) informou que a aeronave sofreu o incidente porque encontrou um vento cortante (windshear) a 100 pés sobre o solo (cerca de 30 metros) que a empurrou para o solo.

Como é bastante comum em casos como esse, registrado em altura tão baixa na aproximação, os pilotos não conseguiram agir a tempo de arremeter e evitar o contato com o solo, descrito como “brutal” pelo BEA. Apesar da identificação do fenômeno meteorológico, a investigação ainda segue em andamento.

Após o incidente no dia 4, a Air Tahiti transladou a aeronave para Papeete na última quinta-feira, 14, após aguardar a chegada das peças para a realização do serviço previsto, com expectativa de que o ATR voltasse a operar no fim de semana da Páscoa.

De fato, neste domingo, 17, o avião voltou ao serviço comercial, realizando diversos voos entre as ilhas da Polinésia Francesa.

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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