
Dubai, importante centro aéreo e econômico dos Emirados Árabes Unidos, anunciou na noite de quinta-feira, 24 de setembro, a proibição de todos os voos operados por companhias aéreas civis iranianas em seu território.
A medida foi tomada pela Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados (GCAA) em resposta às recentes sanções secundárias impostas pelos Estados Unidos contra o Irã.
Apesar de a relação entre os Emirados e o Irã ser complexa, sobretudo após onda de ataques com mísseis balísticos e drones kamikaze durante março e abril, as aéreas iranianas ainda operavam voos para Dubai, atendendo à grande comunidade iraniana residente na região.
No entanto, a exigência americana de limitar negócios com empresas aéreas iranianas impôs severas restrições, proibindo aeroportos estrangeiros de fornecer serviço de abastecimento e outros para empresas como Iran Air e Mahan Air.
O descumprimento das sanções americana pode resultar na exclusão do país infrator do sistema financeiro em dólar, o que representaria impacto devastador para a economia dos Emirados.
Em contrapartida, o Irã retaliou bloqueando seu espaço aéreo para todas as aeronaves registradas nos Emirados Árabes Unidos, incluindo as companhias Emirates, Etihad Airways e flydubai.
Embora essa barreira aumente trajetos e tempo de voo para algumas rotas, as maiores transportadoras do emirado já evitavam o espaço aéreo iraniano desde fevereiro, devido à ofensiva militar de EUA e Israel contra o Irã, operando rotas alternativas para destinos como Baku, Moscou e São Petersburgo.
Entretanto, a companhia estatal de baixo custo flydubai, que havia retomado o uso do espaço aéreo iraniano para reduzir duração dos voos para a Rússia, agora voltará a realizar longos desvios.
Esses acontecimentos evidenciam que as sanções secundárias americanas estão surtindo efeito na isolação das companhias aéreas iranianas, com consequências limitadas para o funcionamento global da aviação comercial.
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