
A Federal Aviation Administration (FAA) anunciou em 21 de setembro uma proposta de Diretiva de Aeronavegabilidade (AD) para 95 aeronaves Boeing 737-8, 737-9 e 737-8200 (MAX 8, MAX 9 e MAX 8-200) registradas nos Estados Unidos.
A medida visa inspeções no conjunto de controle do profundor por possível instalação inadequada dos rolamentos, que podem ter sido montados sem o selante exigido.
O problema identificado refere-se ao componente que transmite os comandos dos pilotos para o profundor da aeronave. A ausência do selante pode ocasionar trincas nos rolamentos e nas estruturas de suporte, aumentando o risco de falha prematura e comprometendo o controle de arfagem, essencial para a segurança em pousos e voos.
A proposta baseia-se no boletim emitido pela Boeing em dezembro de 2025, que estipula procedimentos para inspeção visual e testes de carga nos rolamentos. Dependendo dos resultados, podem ser exigidos reparos, substituição de rolamentos ou do conjunto completo.
Estima-se que cada inspeção demande cerca de 23 horas e custo de mão de obra de aproximadamente US$ 1.955 por aeronave, totalizando cerca de US$ 185.725 para o grupo nos EUA, sem contabilizar eventuais reparos.
A FAA ressaltou que, até o momento, não há registros de acidentes causados por essa falha, e a ação é preventiva para evitar riscos ao controle das aeronaves. A diretiva proposta seguirá aberta para comentários até 5 de novembro de 2026, antes da definição final.
Este problema é distinto de outras campanhas envolvendo o 737 MAX, que tratam de questões estruturais ou relativas às portas de embarque.
Assim, a FAA reforça seu foco na segurança preventiva ao buscar a detecção precoce de possíveis defeitos causados por erros na fabricação, garantindo que pilotos mantenham o controle total da aeronave durante todas as fases do voo.





