
Trinta familiares das vítimas do desastre do Germanwings em 2015 entraram com uma ação judicial contra o Estado alemão, atribuindo responsabilidade ao governo pela falta de fiscalização adequada da aeronavegabilidade do copiloto Andreas Lubitz, que deliberadamente causou a queda de um Airbus A320 da companhia aérea.
A reclamação é direcionada ao governo alemão, representado pelo Ministério dos Transportes e pelo Escritório Federal de Aviação (LBA). Os autores pedem indenização de 110 mil euros por pessoa, além de compensação pelos danos morais sofridos.
Essa não é a primeira vez que os parentes buscam reparação. Em 2015, eles já haviam acionado a Lufthansa, que era proprietária da Germanwings na época, mas recusaram uma oferta de 25 mil euros por vítima, exigindo pelo menos 100 mil euros.
Segundo os autores, o Estado é parcialmente responsável por não ter avaliado adequadamente a aptidão médica e a aeronavegabilidade de Lubitz, que, segundo o Ministério Público alemão, teria escondido seu estado de saúde da empresa, conforme um relatório médico que foi rasgado.
O caso tramita no Tribunal Distrital de Braunschweig, sede do Ministério dos Transportes e do LBA, com a primeira audiência marcada para 28 de agosto.
Antes da audiência, o tribunal alertou que o pedido pode não prosperar, pois os familiares também poderiam processar a própria Germanwings por indenização, que foi incorporada à Eurowings em 2015.
No dia 24 de março de 2015, o Airbus A320 do Germanwings caiu nos Alpes franceses durante voo de Barcelona a Düsseldorf, causando a morte de todos os 150 ocupantes, após o copiloto Andreas Lubitz provocar intencionalmente a queda.





