Passageiro usa lei da Sharia para recusar assento ao lado de mulher e agride comissária de voo

Imagem: Aero Icarus / CC BY-NC-SA 2.0, via Flickr

As autoridades alemãs investigam um incidente ocorrido em 1º de junho, quando um passageiro supostamente se recusou a sentar ao lado de uma mulher em um voo de uma companhia aérea entre Turquia e Düsseldorf, alegando seguir a lei da Sharia, e acabou agredindo uma comissária de bordo.

Segundo relatos da polícia federal alemã, citados pela imprensa local, o homem, de 29 anos, cidadão alemão de origem turca, recusou o assento designado por estar próximo a uma passageira.

Testemunhas informaram que ele mencionou a Sharia, o conjunto de preceitos religiosos e morais do Islã, como justificativa para sua atitude.

Uma comissária tentou mediar a situação e garantir o cumprimento das normas de segurança e assentos, mas o confronto evoluiu e o passageiro teria dado um tapa ou golpeado a funcionária no rosto.

Ao pousar em Düsseldorf, a polícia embarcou e prendeu o suspeito, que inicialmente ofendeu os policiais, mas depois admitiu os fatos. Ele responde por lesão corporal e insultos a agentes públicos.

As autoridades alemãs enfatizam que a invocação de regras religiosas não justifica agressões físicas nem o descumprimento das normas de segurança em voo. A investigação segue para esclarecer a sequência dos fatos e a gravidade da violência. Foi confirmado que o voo pertencia à SunExpress, joint venture entre Turkish Airlines e Lufthansa.

A Sharia é interpretada de formas variadas em diferentes países e comunidades, mas não possui validade legal na Alemanha, onde vigora exclusivamente a legislação federal.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias

Com divulgação de conversas privadas, autoridade nigeriana ameaça suspender voos da...

0
Michael Achimugu, diretor de assuntos públicos e proteção ao consumidor da Nigerian Civil Aviation Authority (NCAA), publicou em 23 de julho mensagens nas redes sociais criticando duramente a Royal Air Maroc (RAM) por falhas recorrentes na gestão de bagagens, atendimento a passageiros e resolução de reclamações de viajantes nigerianos. Ele alertou que a NCAA pode solicitar a suspensão dos voos da companhia no país.