
O sobrevoo baixo do Air Force One na Casa Branca, realizado em 29 de outubro como parte das celebrações de Halloween, resultou em uma paralisação temporária das operações no Aeroporto Ronald Reagan Washington National (DCA) e provocou atrasos em mais de 200 voos. A interrupção temporária afetou cerca de 26% das partidas e 17% das chegadas do dia, segundo dados do FlightAware.
A aeronave presidencial, com o presidente a bordo, realizou duas passagens a altitudes entre 400 e 1.000 pés (cerca de 120 a 300 metros) sobre o centro do poder americano.
O aviso às autoridades locais, aeroportuárias, ao Pentágono e aos residentes foi feito apenas 15 minutos antes do evento, através do sistema de alerta de Washington (AlertDC), causando críticas pela falta de antecedência e pelo impacto operacional no período mais movimentado do aeroporto.
Just a Qatari-gifted Air Force One flyover of White House Halloween party https://t.co/8LfKeCEXV4
— Danny Kemp (@dannyctkemp) October 29, 2026
O “ground stop” é uma das ferramentas mais restritivas da gestão de tráfego aéreo. Quando acionado, impede que aviões decolem dos aeroportos de origem até que o destino possa recebê-los novamente.
Embora a paralisação no DCA tenha durado apenas alguns minutos, seus efeitos se estenderam por horas, já que tripulações e aeronaves saem da sequência prevista, levando tempo para a malha se recuperar, explicou o Aviacionline em uma publicação.
O espaço aéreo sobre Washington D.C. é considerado o mais protegido dos EUA, com múltiplas camadas de restrições permanentes desde o 11 de setembro, incluindo zonas proibidas sobre a Casa Branca e um volume operacional intenso no aeroporto, que opera com limites estritos de slots.
Após o acidente fatal de janeiro de 2025 e outras interrupções recentes, a capacidade do aeroporto ficou ainda mais sensível a imprevistos. Senadores, inclusive, propuseram legislação para limitar ainda mais o número de chegadas por hora a partir de 2028.
Voos presidenciais seguem protocolos diferenciados, sendo solicitados pela agência encarregada da proteção presidencial (Secret Service) e comunicados pela FAA por meio de NOTAMs.
No entanto, não há norma pública sobre o tempo mínimo para o aviso à população, uma diferença notável em relação a grandes eventos, que costumam ser anunciados com dias de antecedência.





