
O Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv (Israel), enfrenta uma intensa concentração de aviões-tanque da Força Aérea dos Estados Unidos em plena alta temporada de verão, o que tem provocado atrasos significativos nos voos comerciais de passageiros.
A mobilização dessa frota estratégica ocorre em meio ao aumento das tensões com o Irã, com Washington reforçando sua capacidade logística na região. Porém, a concentração de aeronaves militares saturou a infraestrutura do aeroporto, afetando a fluidez do tráfego civil.
No início da semana, a ministra israelense dos Transportes, Miri Regev, tentou conter esse impacto impondo um limite de 20 aeronaves militares americanas simultâneas no aeroporto. Também decretou, temporariamente, a proibição da entrada de novas aeronaves para preservar o tráfego comercial.
No entanto, a medida foi rapidamente revertida sob pressão diplomática e militar dos EUA. As autoridades israelenses restabeleceram a autorização para as operações das aeronaves-tanque americanas, rejeitando a posição inicial da ministra, que já havia causado atritos no aparato de segurança do país.
Atualmente, cerca de 33 aviões-tanque americanos estão estacionados em Ben Gurion. Esses aparelhos são essenciais para ampliar o alcance de bombardeiros e caças, indicando uma possível intensificação das operações militares na região.
Para minimizar o impacto no tráfego civil, em coordenação com as Forças de Defesa de Israel (IDF), o governo estuda o deslocamento gradual de parte dessas aeronaves para outras bases militares do país, buscando desafogar o aeroporto sem prejudicar a cooperação estratégica com os EUA.
Para os passageiros, a incerteza permanece, com centenas de voos podendo sofrer atrasos ou cancelamentos nos próximos dias. Embora as autoridades assegurem monitoramento constante da situação, a prioridade operacional dada às necessidades militares continua sendo o fator decisivo.





